Projeto de pesquisa, UFPB
EFICÁCIA DOS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS DE BLOQUEIO NA REDUÇÃO DA CARGA DE OPIOIDES E NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DOR ONCOLÓGICA: ESTUDO LONGITUDINAL PROSPECTIVO BASEADO EM ANÁLISE DE DADOS CLÍNICOS
Descrição
1.1 Resumo: A dor oncológica constitui uma das complicações mais prevalentes e incapacitantes ao longo do curso da doença neoplásica, exercendo impacto significativo sobre a funcionalidade, a autonomia e o estado psíquico dos pacientes. Uma parcela expressiva dos indivíduos com câncer apresenta dor moderada a intensa, especialmente em fases avançadas da doença, demandando abordagens terapêuticas complexas. O manejo farmacológico tradicional baseia-se na Escada Analgésica da Organização Mundial da Saúde (OMS), frequentemente exigindo o uso prolongado de opioides em doses elevadas. Apesar de sua eficácia analgésica, esses fármacos estão associados a efeitos adversos relevantes, como sedação, constipação, náuseas e delirium, os quais podem comprometer a qualidade de vida e limitar a adesão ao tratamento. Nesse contexto, os procedimentos intervencionistas para o tratamento da dor, incluindo bloqueios anestésicos e neurolíticos, emergem como estratégias adjuvantes com potencial efeito poupador de opioides, especialmente em pacientes com dor oncológica refratária ou intolerantes ao tratamento medicamentoso exclusivo. O presente estudo consiste em um estudo observacional longitudinal, prospectivo, baseado na análise de dados clínicos de vida real, cujo objetivo é avaliar a eficácia dos procedimentos intervencionistas de bloqueio na redução da carga de opioides e na melhoria da qualidade de vida de pacientes com dor oncológica. A população do estudo será composta por pacientes adultos com diagnóstico de câncer e dor oncológica de origem visceral, somática ou neuropática, acompanhados no Hospital Napoleão Laureano. Os participantes serão submetidos aos procedimentos de bloqueio indicados conforme avaliação clínica assistencial e acompanhados por um período máximo de 30 dias. A coleta de dados será realizada no momento basal, bem como aos 15 e 30 dias após a intervenção, por meio da aplicação de escalas validadas para avaliação da dor e da qualidade de vida. O desfecho primário será a variação da carga de opioides, mensurada pela Dose Diária Equivalente de Morfina (MEDD). Os desfechos secundários incluirão a intensidade da dor e a qualidade de vida. A análise estatística seguirá o princípio da intenção de tratar, visando fornecer evidências clínicas relevantes sobre o papel dos procedimentos intervencionistas como estratégia eficaz e segura de redução do uso de opioides no contexto da dor oncológica.
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