Projeto de pesquisa, UFPB
Turismo e Indicações Geográficas (IGs) na Paraíba
Descrição
Após três décadas de legislação brasileira, as Indicações Geográficas (IGs) começam a ganhar força no país neste último quinquênio, crescendo em números e em capilaridade no território nacional. No Nordeste, o número de selos IG duplicou nos últimos cinco anos. No mapa das IGs, o estado da Paraíba apresenta três reconhecimentos: o algodão colorido “Paraíba”; a renda renascença “Cariri Paraibano” e a cachaça de “Areia”. As Indicações Geográficas referem-se à proteção legal de um produto que depende de um território específico e representam o reconhecimento público dado a um produto, atestando notoriedade. Conquistar o selo IG pode trazer consequências socioespaciais positivas, como o fortalecimento identitário do povo que o produz, o crescimento econômico local, o efeito multiplicador de outras economias. Nesta perspectiva, o turismo é uma dessas possíveis atividades que se desenvolve a partir de uma IG. Esta pesquisa busca compreender, tendo como questões norteadoras, como e até que ponto o turismo tem se relacionado às Indicações Geográficas do estado da Paraíba, e se houve desenvolvimento socioterritorial a partir desta união. Tem-se como objetivo compreender a relação entre turismo e Indicações Geográficas na Paraíba como fonte para o desenvolvimento socioterritorial do estado. Para tanto, a metodologia aplicada será de abordagem qualitativa e caráter exploratório, onde a revisão bibliográfica e a pesquisa documental servirão de base para aprofundamento teórico sobre Indicações Geográficas e desenvolvimento socioterritorial; somar-se-á trabalhos de campo nos territórios das IGs com vista ao reconhecimento dessas e da relação com o turismo. Os estudos sobre esta temática no Brasil são relativamente recentes, majoritariamente nos últimos 10 anos, aqui nos nortearemos pelos documentos da OMC (1994), SEBRAE (2023) e CNI (2018; 2022), e nos autores: Medeiros et al (2020); Dos Anjos et al (2020); Artêncio, Giraldi, Galina (2019); Coelho-Costa (2015, 2019); Felisberto e Le Guerroué (2019); Medeiros (2016); Souza (2009). Espera-se com esta pesquisa trazer novos olhares sobre o desenvolvimento territorial atrelando o turismo às IGs, permitindo que este conhecimento seja reproduzido em sala de aula, e sobretudo para que o aluno-bolsista possa vislumbrar esta relação e multiplicar seu conhecimento com seus pares e, inclusive, para além muros, externalizando assim o conhecimento científico.
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