Projeto de pesquisa, UFPB
A Diversidade dos Sujeitos da Educação de Jovens e Adultos: análise de teses e dissertações de Programas de Pós-Graduação em Educação da Região Nordeste do Brasil
Descrição
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, posteriormente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), que garantiu status de modalidade da educação básica para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como também o Parecer CNE/CEN nº 11 de maio de 2000, a EJA é um direito público e subjetivo para jovens e adultos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio. Nesse sentido, o Parecer CNE/CEN nº 11/2000, reforça as funções atribuídas para esta modalidade (reparação, equalização e qualificação), ou seja, assegurar a entrada na educação de milhares de jovens, adultos e idosos, pela restauração de um direito negado, isto é, “o direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano” (Brasil, 2000, p. 6). Estes dispositivos legais, contudo, não foram capazes de garantir a permanência destes sujeitos, em sua maioria pretos, pardos, pobres e periféricos, trabalhadores da classe popular. São sujeitos plurais, que compõem realidades diversas, como os ciganos, as mulheres camponesas, a população negra, os povos originários, a população LGBTQIAP+, isto é, aqueles(as) que vivem em situação de vulnerabilidade social (Silva, 2018). Diante o exposto, problematizamos: Como as pesquisas, em nível de Pós-Graduação em Educação stricto sensu, da região Nordeste, tem se ocupado do tema da inclusão da diversidade dos(as) educandos(as) da Educação de Jovens e Adultos? Por se tratar de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica, sob a técnica de análise crítica do discurso (ACD), ancorada em Fairclough (2016), temos como hipótese: as pesquisas sobre a EJA, na região Nordeste, a qual ostenta os maiores índice de analfabetismo e 50% das matrículas de toda a modalidade no país, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2025), da população acima de 15 anos ou mais, apresentam propostas que podem corroborar para a inclusão da diversidade dos(as) educandos(as), para ações formativas dos(as) docentes, para práticas pedagógicas exitosas em sala de aula, bem como para as políticas públicas, as quais possam incluir esta modalidade como ação importante para o desenvolvimento do país. Conhecer, portanto, sobre o que versam essas pesquisas, em nível de mestrado e doutorado, as quais tratam sobre a questão aqui proposta, torna-se imprescindível para se pensar políticas públicas de permanência dos(as) educandos(as) na modalidade em questão, bem como, combater a evasão, uma problemática ainda presente e sem repostas para a EJA, e reforçar a necessidade de ações formativas continuada para os(as) docentes, como também, o combate aos altos índices de analfabetismo e a melhoria da escolarização na Região.
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