Projeto de pesquisa, UFPB
Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs): Qualidade de Sementes e Controle Biológico de Patógenos
Descrição
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) vêm ganhando destaque devido ao seu valor nutricional, adaptação a diferentes ambientes e potencial para segurança alimentar. No entanto, como qualquer cultivo agrícola, essas plantas estão sujeitas a doenças causadas por fungos, bactérias e outros patógenos. Tradicionalmente, o controle dessas doenças é realizado por meio de fungicidas químicos. Entretanto, o uso excessivo desses produtos provoca impactos ambientais, contaminação de solos e águas, além de favorecer o surgimento de resistência em patógenos. Nesse contexto, o controle biológico tem se destacado como alternativa sustentável e ambientalmente segura para reduzir ou eliminar patógenos. Apesar do crescimento do interesse nas PANCs, ainda há poucos estudos voltados ao manejo fitossanitário dessas espécies. Assim, o objetivo do projeto é avaliar a qualidade de sementes de espécies de PANCs e determinar a eficiência do controle biológico na redução de patógenos. Para o tratamento de sementes de espécies de medicinais serão utilizados: 1) Controle (sem tratamento); 2) Biolucro® (Paenibacillus azotofixans, isolado CCT4719, Bacillus subtilis, isolado CCTB04, Bacillus licheniformis, isolado CCTB07 e Bacillus circulans, isolado CCT0026); 3) Canindé® (Trichoderma harzianum (cepa IB19/17)); 4) Inlayon® (Bacillus amyloliquefaciens isolado SIMBI BS 10); 5) Xentari® (Bacillus thuringiensis subespécie aizawai cepa ABTS-1857); 6) Biobaci® (Bacillus velezensis BV09); 7) Trichodermil® (Trichoderma harzianum Rifai, cepa ESALQ-1306); 8) Serenade® (Bacillus subtilis linhagem QST 713); 9) Tricho-Harmax® (Trichoderma harzianum, isolado IB19/17) e 10) Fungicida Captana na dosagem de 240g do produto para 100 kg de sementes). Serão avaliadas a qualidade sanitária e fisiológica das sementes a partir de testes de germinação e emergência, além do controle biológico in vitro e Taxa de infecção a partir de sementes inoculadas com o fungo. O delineamento utilizado será o inteiramente casualizado. O teste de sanidade será composto de 20 repetições, sendo a unidade experimental composta por uma placa com 10 sementes por tratamento, enquanto os testes de germinação e emergência serão realizados em quatro repetições de 50 sementes por tratamento. O teste in vitro será constituído por quatro repetições, sendo a unidade experimental constituída por três placas de Petri e a quantificação do número de esporos será constituída por cinco repetições, sendo a unidade experimental constituída por uma placa de Petri. No teste de transmissão será em delineamento de blocos casualizado, sendo composto por quatro blocos e três repetições por tratamento. Os dados serão submetidos à análise de variância (ANOVA) pelo teste F, em seguida, os valores médios comparados pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05), utilizando o software estatístico R®. Com os resultados obtidos busca-se contribuir para o desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, reduzindo o uso de agroquímicos e promovendo a valorização das PANCs. Além disso, pode gerar tecnologias acessíveis para pequenos produtores e agricultura familiar.
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