Projeto de pesquisa, UFPB
ANÁLISE MORFOFISIOLÓGICA E CONDICIONAMENTO DE SEMENTES DE TRÊS ESPÉCIES DE FABÁCEAS ORIUNDAS DA CAATINGA
Descrição
Com ocorrência predominante no Nordeste brasileiro e rica em biodiversidade, a Caatinga vem sofrendo impactos que alteram a sua vegetação e reduzem a regeneração natural de suas espécies, a exemplo das fabáceas, as quais assumem grande papel na defesa contra estresses e possuem elevado potencial para uso na indústria farmacêutica. No entanto, informações acerca da morfologia e fisiologia de suas sementes, assim como sobre o condicionamento destas para modulação de resposta aos estresses ambientais ainda são incipientes. Logo, objetiva-se com esta pesquisa caracterizar a morfofisiologia de sementes de três espécies da família Fabaceae, para identificar as relações entre seus atributos físicos e fisiológicos, assim como analisar o condicionamento das sementes com ácido salicílico sobre as respostas morfofisiológicas das mudas sob déficit hídrico. Para isso, o estudo será desenvolvido no Laboratório de Análise de Sementes (LAS) da Universidade Federal da Paraíba, em Areia, PB. Sementes de Cenostigma pyramidale, Libidibia ferrea e Mimosa tenuiflora serão coletadas em pelo menos 30 árvores georreferenciadas e selecionadas em áreas representativas da Caatinga. Após a coleta, os frutos serão transportados para o LAS/UFPB para beneficiamento e determinação do teor de água das sementes. A análise biométrica será feita por processamento digital em scanner de mesa com resolução de 400 dpi; para fenotipagem de alta performance, quatro repetições de 100 sementes de cada espécie serão fotografadas com câmera de 108 megapixels sobre fundo EVA branco ou azul, conforme a coloração da semente. Serão avaliadas área, perímetro, circularidade, comprimento, largura, redondeza, solidez e colorimetria em padrão RGB pelo software ImageJ 1.46. As análises fisiológicas incluirão o Teste de Germinação (%), Índice de Velocidade de Germinação e Tempo Médio de Germinação (dias), além do Comprimento (cm/plântula) e Massa Seca de Plântulas (mg/plântula). Também será realizado o Teste de Emergência (%), utilizando-se bandejas com areia esterilizada e mantida a capacidade de campo a 60%, obtendo-se também o IVE e TME (dias). A produção das mudas ocorrerá em casa de vegetação, com monitoramento diário da temperatura e umidade relativa do ar. Para a etapa de condicionamento das sementes, previamente à semeadura, estas serão condicionadas por 8 horas em soluções de ácido salicílico nas concentrações de 0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 mM. As mudas serão produzidas em tubetes de 280 cm³ com substrato comercial e irrigadas diariamente até os 30 dias após emergência; posteriormente, serão utilizados dois níveis de disponibilidade hídrica, 30% e 100% da capacidade de campo, mantidos por pesagens periódicas dos recipientes. O delineamento experimental será em blocos ao acaso, com esquema fatorial 2x3x5, totalizando 30 tratamentos. Após 120 dias do estresse hídrico serão avaliados altura, diâmetro do coleto, número de folhas, área foliar, massas secas da parte aérea, raiz e total, relação parte aérea/raiz e Índice de Qualidade de Dickson. Todos os dados serão submetidos aos testes de Shapiro-Wilk e Levene, ANOVA, teste F, teste de Tukey, regressão linear (relação entre as doses de AS) e análise de componentes principais, utilizando o software R versão 4.5.2. Os resultados oriundos desta pesquisa poderão favorecer ações de restauração ecológica, recuperação de áreas degradadas e conservação do bioma Caatinga.
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