Projeto de pesquisa, UFPB
Turfa agrícola como atenuante do estresse salino na morfofisiologia e bioquímica de mudas de cultivares de Coffea arabica L.
Descrição
A salinidade é um dos principais estresses abióticos que limitam o desenvolvimento do cafeeiro (Coffea arabica L.), restringindo a expansão da cultura em regiões onde a água de irrigação apresenta elevados teores de sais, como no semiárido brasileiro. Diante desse cenário, o uso de substâncias húmicas, a exemplo da turfa agrícola, surge como uma estratégia agronômica promissora para atenuar os efeitos deletérios do estresse osmótico e oxidativo. Assim, este projeto de iniciação científica objetiva avaliar a capacidade da turfa agrícola em mitigar os danos morfofisiológicos e bioquímicos causados pela salinidade da água de irrigação em mudas de duas cultivares de café arábica (Arara e Asa Branca). O experimento será conduzido em ambiente protegido sob delineamento em blocos casualizados, utilizando a matriz Composto Central de Box. Os tratamentos combinarão níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (0,50; 0,86; 1,75; 2,64 e 3,0 dS m⁻¹) e doses de turfa agrícola (0,0; 1,02; 3,50; 5,98 e 7,0 mL por planta), além de uma testemunha absoluta (água não salina a 0,13 dS m⁻¹), totalizando 10 tratamentos com três repetições por cultivar. Aos 160 dias após a germinação, as plantas serão submetidas a análises de crescimento (biomassa, área foliar, altura), fisiológicas (trocas gasosas, fluorescência da clorofila) e bioquímicas (extravasamento de eletrólitos, teor relativo de água). Espera-se que a aplicação otimizada da turfa agrícola promova a regulação osmótica, reduza a toxicidade iônica e mantenha a integridade das membranas celulares, resultando em maior condutância estomática e eficiência fotossintética, viabilizando assim a produção de mudas vigorosas de cafeeiro sob condições de vulnerabilidade hídrica.
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