Projeto de pesquisa, UFPB
Prevalência e fatores associados a toxoplasmose congênita e toxoplasmose gestacional na Região Nordeste do Brasil
Descrição
A toxoplasmose é uma parasitose de distribuição global causada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii, que infecta cerca de um terço da população mundial. No Brasil, destaca-se pela elevada prevalência entre gestantes, particularmente na região Nordeste, onde as condições socioeconômicas e de saneamento básico favorecem a persistência da infecção e dificultam o controle da transmissão vertical. A forma adquirida é, na maioria dos casos, assintomática ou apresenta sintomas leves e autolimitados em indivíduos imunocompetentes, porém a infecção primária durante a gestação pode levar à toxoplasmose congênita, associada a graves sequelas neurológicas e oculares. Estudos epidemiológicos demonstram que as crianças brasileiras com toxoplasmose congênita apresentam frequência e gravidade de lesões muito superiores às observadas em países europeus, evidenciando a necessidade de ações de vigilância, prevenção e controle mais efetivas. Diante deste cenário, este projeto de pesquisa tem como objetivo estimar a prevalência e os fatores associados à toxoplasmose gestacional e congênita na região Nordeste do Brasil. Trata-se de um estudo observacional, ecológico, de caráter descritivo e explicativo. Para a coleta de dados, serão utilizados os registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e os indicadores do Atlas Brasil – Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2013). Serão analisadas variáveis clínicas, demográficas e socioeconômicas relacionadas aos casos notificados, será utilizado teste de correlação de Pearson para verificar associações entre as variáveis de interesse. Serão consideradas significativas as análises com nível de significância de 5% (p<0,05). O projeto iniciou na vigência PIBIC/PIVIC 2025-2026 e pretende, através deste edital, dar continuidade aos planos de trabalho. Através deste projeto, espera-se fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas de saúde mais eficazes, direcionadas à redução da transmissão vertical e à melhoria do acompanhamento pré-natal e neonatal na região Nordeste.
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