Projeto de pesquisa, UFPB
Da nascente ao solo cultivado: agrotóxicos, vulnerabilidade hídrica e saúde única em mananciais paraibanos
Descrição
Desde 2008 o Brasil ocupa a posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, impulsionado sobretudo pela produção de soja, mas com relevância também para culturas do Nordeste, como cana-de-açúcar e abacaxi. O uso intensivo desses produtos tem causado contaminação de recursos hídricos, alterações na microbiota do solo e riscos à saúde humana, sobretudo quando a água é destinada ao consumo. O padrão nacional de potabilidade, regulado pela Portaria GM/MS nº 888/2021, contempla limites para agrotóxicos, incluindo o glifosato, herbicida mais consumido no país. Esta proposta investiga resíduos de agrotóxicos na água da bacia do rio Caboclo, afluente do rio Gramame que corta o Assentamento Dona Antônia, no município do Conde/PB, por meio de espectrofotometria UV/Vis e de um biossensor colorimétrico de papel desenvolvido para triagem rápida de glifosato e de seu metabólito AMPA. Complementarmente, será realizado biomonitoramento de toxicidade aguda e genotóxica utilizando os modelos Artemia salina e Allium cepa, além da investigação do perfil de microrganismos do solo exposto a agroquímicos nas áreas de cultivo do assentamento, com identificação por MALDI-TOF MS. O projeto articula análises químicas, toxicológicas e microbiológicas, fortalecendo a infraestrutura do Laboratório de Toxicologia do DCF/UFPB e consolidando uma linha de pesquisa em ecotoxicologia tropical e saúde ambiental, com geração de dados primários inéditos sobre a dinâmica de agrotóxicos nos mananciais paraibanos.
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