Projeto de pesquisa, UFPB
EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO SOBRE BIOMARCADORES DE SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS
Descrição
Introdução: No processo de envelhecimento ocorre um declínio gradual na massa muscular e na qualidade do tecido muscular, influenciando à redução da funcionalidade, da independência e ao aumento do risco de quedas e morbidades em idosos. Essas alterações neuromusculares estão atreladas a processos inflamatórios e hormonais devido a comprometimentos na comunicação entre sistema nervoso central e a musculatura esquelética. Nesse sentido, o músculo esquelético atua como um órgão endócrino que modulada os diversos sistemas fisiológicos, influenciando a saúde cardiovascular, metabólica, imunológica e cognitiva. O treinamento resistido dinâmico é uma intervenção capaz de prevenir e mitigar esses efeitos deletérios no sistema muscular, e favorecer a uma cascata de ajustes benéficos na saúde dos indivíduos. Objetivo: Comparar o efeito do treinamento resistido baseado em velocidade com o de carga máxima sobre biomarcadores neuromusculares, cardiovasculares, funcionais, cognitivos, imunológicos, composição corporal, sono e qualidade de vida em idosos. Métodos: Idosos de ambos os sexos, com idade entre 60 a 75 anos e IMC entre 18 a 34.5Kg/m2 serão recrutados via mídias digitais e sociais. Após atenderem os critérios de elegibilidade serão submetidos a anamnese e avaliações dos desfechos. Em seguida, serão randomizados para os grupos de treinamento resistido baseado em carga máxima (GTR1), grupo de treinamento resistido baseado em velocidade (GTR2) e para grupo controle (GC). O GTR1 e GTR2 treinará com a supervisão e acompanhamento de um profissional de educação física, com sessões ofertadas em dias não consecutivos por 20 semanas. Serão realizadas avaliações prévias (0 semana), na 10ª semana e após 20ª semana, com avaliação da eficiência neuromuscular periférica, aptidão funcional percentual de massa magra e massa muscular do esqueleto apendicular, biomarcadores musculares e inflamatórios, espessura muscular e área de seção transversa do quadríceps, sono, função autonômica e modulação autonômica cardíaca, estrutura e função cardíaca, função cognitiva, sistema imune, estresse oxidativo/capacidade antioxidante e qualidade de vida. O tamanho amostral foi calculado assumindo um tamanho de efeito 0.43, uma probabilidade de erro a de 0.05 e poder amostral de 0.80, considerando a análise de ANOVA de dois caminhos, nos dois grupos estudados. O estudo contará com 60 participantes (24 idosos em cada grupo de treinamento e 12 idosos no grupo GC). O estudo atenderá aos preceitos éticos e respeitará as normas éticas de pesquisa com seres humanos regidas pela resolução nº 510/16 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados esperados: Ambos os métodos de treinamento resistido promoverão ganhos na qualidade e força muscular que promoverá ajustes benéficos nos biomarcadores cardíacos, cognitivos, sono, funcionalidade e qualidade de vida. Todavia, o treinamento resistido baseado em velocidade será mais eficiente do que o treinamento baseado em carga máxima. Essas adaptações podem sugerir que os músculos esqueléticos dos idosos serão mais responsivos aos estímulos de potência, e atuarão como órgão endócrino e de controle sistêmico para a saúde destes indivíduos.
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