Projeto de pesquisa, UFPB
Cooperação e autismo: interação social como uma condição evolutiva de desenvolvimento para o bem-estar da pessoa do espectro autista
Descrição
As espécies sociais, ao longo da evolução, modificaram-se, tendo seus parâmetros emocionais, cognitivos e fisiológicos modulados pelo grupo ao qual pertencem. A privação social promove alterações negativas no bem-estar populacional. Especificamente, o ser humano, como espécie social, quando submetido a condições de isolamento social crônico, apresenta piores desfechos clínicos, como diabetes, câncer e redução do bem-estar. Tais fatores evolutivos, na atualidade, expressam-se nos efeitos da solidão sobre a saúde humana, inclusive em grupos anteriormente vistos como “indivíduos que não gostam de socializar”, como as pessoas autistas, que apresentam maior probabilidade de sofrimento psicológico ao se sentirem isoladas. No entanto, a perspectiva “deficitária”, centrada nos prejuízos, limita uma compreensão mais ampla dos efeitos da interação social sobre o bem-estar de pessoas autistas. Assim, este projeto visa avaliar o impacto dessa visão “deficitária” na compreensão dos efeitos da interação social e da solidão em pessoas autistas, por meio da análise de conteúdo de vídeos publicados no YouTube. Este estudo será dividido em duas etapas: 1) a primeira avaliará a abordagem empregada nos vídeos publicados no YouTube com foco na socialização da pessoa autista; 2) a segunda etapa avaliará as especificidades de gênero da mulher autista em contextos de socialização. Espera-se que os resultados contribuam para o fortalecimento da integração social da pessoa autista na sociedade, bem como para a ampliação das discussões teóricas sobre a evolução do comportamento cooperativo.
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