Projeto de pesquisa, UFPB
Histórias dos/as trabalhadores/as da instrução pública primária. Província da Parahyba do Norte. 1879- 1883
Descrição
Trata-se do encerramento de um projeto de pesquisa situado no campo da história da educação que conta as histórias dos/as trabalhadores/as da instrução pública primária na Província da Parahyba do Norte entre os anos de 1879 a 1883. Ao demonstrar as experiências dos/as professores/as no fazer-se trabalhador/a, pela mediação dos dois planos de pesquisa, apresenta como problema da investigação duas questões: Quanto ganhava um/a professor/a primário/a? Como vivia um/a professor/a primário/a? Consideram-se estes sujeitos como partes essenciais da narrativa se aproximando da história social e em especial ao aporte teórico oferecido por E. P. Thompson. O autor fornece caminhos para a reflexão dos conceitos de experiência, da história da classe trabalhadora e das referências para a análise das leis- e documentos próximos a elas, da instrução pública primária. O recorte temporal inicia-se em 1879 considerando a lei nº 671 de 08 de março que cria e fecha cadeiras de primeiras letras, regulamenta aposentadorias e permite às professoras lecionarem para meninos até a idade de 11 anos. Encerra-se com a lei nº 761 de 07 de dezembro que reforma a instrução pública da Província instituindo para a primária a divisão de 04 graus com permissão para o ensino misto. As duas mudanças legais indicam a rotina da administração pública e mediam a análise acerca da criação de escolas e das relações com as trabalhadoras da instrução ao estabelecer a possibilidade do exercício do ensino misto considerado moderno para a época. A metodologia será feita com base na pesquisa histórica documental com o tratamento e análise das fontes sobre a instrução e a sociedade. Para além das leis e regulamentos da instrução pública, avaliar-se-ão os discursos dos presidentes de província e Diretores da instrução e os jornais da Parahyba do Norte. As categorias dos valores de salários e gratificações, serviços prestados pelos/as professores/as, preços de casas e aluguéis, indicação das moradias e locais das aulas, os preços de gêneros alimentícios, de vestimentas, de sapatos, perfumes, nomes e sobrenomes e se possuíam pessoas escravizadas serão instrumentalizadas para a construção de uma narrativa factível e nortearão os objetivos dos planos de trabalho ao cotejar as informações dos ordenados e dos poderes de consumo dos/as mestres/as de primeiras letras. Ao final, a história reconstruída será apresentada como resultado da pesquisa demonstrando se os salários e gratificações pagos aos/às professores/as permitiam uma sobrevivência digna na sociedade oitocentista do período.
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