Projeto de pesquisa, UFPB
DESENVOLVIMENTO E PADRONIZAÇÃO DE UM PROTOCOLO HISTOPATOLÓGICO LIVRE DE XILOL UTILIZANDO ÓLEO MINERAL E OTIMIZAÇÃO DOS TEMPOS DE INFILTRAÇÃO EM PARAFINA PARA APLICAÇÃO EM LABORATÓRIOS DE HISTOTECNOLOGIA
Descrição
O processamento histopatológico constitui uma etapa essencial para a obtenção de preparações microscópicas de elevada qualidade, sendo amplamente empregado em laboratórios de ensino, pesquisa e diagnóstico anatomopatológico. Entre as etapas desse processo, a diafanização e a desparafinização tradicionalmente utilizam o xilol, um solvente orgânico aromático reconhecido por sua elevada eficiência técnica, porém associado à toxicidade ocupacional, inflamabilidade, volatilidade e potencial impacto ambiental. Paralelamente, a crescente incorporação dos princípios da Química Verde e das práticas laboratoriais sustentáveis tem impulsionado o desenvolvimento de metodologias capazes de reduzir o uso de substâncias perigosas sem comprometer a qualidade morfológica das amostras histológicas. Nesse contexto, o presente projeto propõe o desenvolvimento e a padronização de um protocolo histopatológico inovador baseado na substituição do xilol por óleo mineral refinado nas etapas de diafanização e desparafinização, associado à otimização dos tempos de infiltração em parafina, visando reduzir o tempo total de processamento histológico sem prejuízo da qualidade técnica das lâminas obtidas. Serão utilizados fragmentos de fígado, pulmão e intestino provenientes de ratos Wistar (Rattus norvegicus), oriundos de descarte de projeto previamente aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA). Os tecidos serão submetidos a diferentes protocolos experimentais envolvendo a utilização de xilol ou óleo mineral, bem como diferentes tempos de infiltração em parafina. Após microtomia, as secções histológicas serão coradas por Hematoxilina e Eosina (HE), Ácido Periódico de Schiff (PAS) e Tricrômico de Masson. A qualidade das preparações será avaliada por examinadores independentes e cegados quanto ao protocolo empregado, considerando critérios relacionados à preservação morfológica, nitidez, uniformidade da coloração, integridade estrutural, intensidade da impregnação em parafina, presença de artefatos e adequação diagnóstica. Os dados serão submetidos à análise estatística apropriada para determinação da concordância entre avaliadores e comparação entre os protocolos experimentais. Espera-se demonstrar que o óleo mineral representa uma alternativa segura, sustentável, economicamente viável e tecnicamente eficiente ao xilol, contribuindo para a redução da exposição ocupacional a solventes tóxicos, diminuição da geração de resíduos químicos, otimização da rotina laboratorial e fortalecimento das práticas de biossegurança em laboratórios de Histotecnologia. Palavras-chave: Histotecnologia; Processamento Histopatológico; Biossegurança; Química Verde; Inovação Tecnológica.
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