Projeto de pesquisa, UFPB
A Morfologia da Arquitetura Franciscana no Nordeste do Brasil colonial
Descrição
O projeto trata da arquitetura religiosa franciscana produzida em áreas localizadas na atual região Nordeste do Brasil durante o período colonial. Erigido entre os finais do século XVI e XVIII, o patrimônio eclesiástico em pauta representa um dos mais expressivos legados deixados pelos frades de São Francisco em terras brasileiras, apresentando traços singulares que o distinguem do repertório da Ordem encontrado em outros países. Para efeito de estudo, e por razões logísticas, o projeto toma como objeto empírico o mais elaborado exemplar da tipologia na região – o convento de Santo Antônio da Paraíba (atual João Pessoa) – conjunto que detém os principais componentes formais que integram a arquitetura dos 13 conventos franciscanos construídos em áreas dos atuais estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Uma vez estudada essa arquitetura dos frades menores, traduzida com requinte e erudição no exemplar paraibano, tanto ao nível de arranjo físico como no quesito da forma arquitetônica, o presente projeto avança – abre novos horizontes – indo além da investigação do objeto empírico, ao propor fazer um contraponto dele com outras edificações do clero regular (ordens religiosas), e do secular (igrejas paroquiais), igualmente fabricadas na antiga cidade da Parahyba. A ideia é encontrar (ou não) características formais que o aproximam ou distanciam de outros edifícios religiosos construídos no período colonial, a exemplo daqueles produzidos pelos carmelitas, beneditinos, jesuítas e pelos irmãos da Santa Casa de Misericórdia, bem como nos períodos subsequentes – imperial e republicano – de modo a fazer uma análise crítica de como o espaço eclesiástico foi sendo alterado de modo a se adaptar às demandas canônicas e litúrgicas da Igreja Católica numa sociedade em processo de contínua mutação. Os resultados esperados serão documentados na produção de um relatório textual animado por registros gráficos, fotográficos e iconográficos do acervo franciscano fabricado na cidade durante o período colonial, o qual, junto com o repertório de outros edifícios eclesiásticos do clero regular e do secular durante o período, e naqueles subsequentes, foram modificando a silhueta e o desenho urbano do núcleo inicial da capital paraibana e de suas adjacências.
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