Projeto de pesquisa, UFPB
Produção e aplicação de biocarvão obtido a partir de macroalgas do litoral da Paraíba para sequestro de carbono e condicionamento do solo
Descrição
As mudanças climáticas e a crescente necessidade de remoção de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera têm impulsionado o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis capazes de promover o sequestro de carbono em longo prazo. Nesse contexto, o biocarvão (biochar), material carbonáceo obtido pela pirólise de biomassa em ambiente com baixa disponibilidade de oxigênio, destaca-se por sua elevada estabilidade química e potencial de aplicação no solo, contribuindo tanto para o armazenamento de carbono quanto para a melhoria das suas propriedades físicas, químicas e biológicas. As macroalgas marinhas representam uma biomassa renovável de rápido crescimento e com potencial para produção de biocarvão. Além disso, o aumento da ocorrência de macroalgas arribadas em regiões costeiras tem gerado impactos ambientais associados ao acúmulo e à decomposição dessa biomassa, tornando necessária a busca por alternativas sustentáveis para seu aproveitamento. Assim, a conversão dessas macroalgas em biocarvão pode transformar um passivo ambiental em um material de alto valor agregado, alinhado aos princípios da economia circular e às estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Este projeto tem como objetivo produzir biocarvões a partir de macroalgas marinhas do litoral paraibano por pirólise lenta e avaliar seu potencial para o sequestro de carbono e aplicação como condicionante do solo. Inicialmente, as macroalgas serão coletadas, preparadas e caracterizadas quanto às suas propriedades físico-químicas. Em seguida, serão produzidos biocarvões sob diferentes condições de temperatura e tempo de residência, os quais serão avaliados quanto à composição química, propriedades estruturais, estabilidade e potencial de armazenamento de carbono. Posteriormente, os biocarvões selecionados serão aplicados ao solo em diferentes doses para avaliação de alterações em parâmetros relacionados à qualidade do solo e ao desenvolvimento inicial de espécies vegetais indicadoras. Espera-se contribuir para a valorização sustentável de biomassas marinhas, o desenvolvimento de tecnologias de remoção de carbono e o fortalecimento de estratégias de agricultura mais sustentável.
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