Projeto de extensão, UFPB
Gestão de recursos hídricos no município do Conde, PB
Descrição
Os impactos humanos negativos nos ecossistemas é muito grande em várias dimensões, no entanto os recursos hídricos têm sido dos mais atingidos. A falta de tratamento adequado de esgoto, poluição atmosférica, de solos, tudo é transferido para as águas, tanto subterrâneas quanto as superficiais. Neste século iremos enfrentar crises de falta de água, associadas às alterações climáticas, e ao aquecimento global, que tem afetado nomeadamente a temperatura do Oceano Pacífico, provocando fenômenos El Niño cada ano mais intensos, estando previsto para o ano atual (2026) o pior El Niño já presenciado. Dessa forma, gerenciar os recursos hídricos é de fundamental importância, de forma a garantir uma melhor qualidade e quantidade deste recurso vital. Tratar esgotos domésticos de forma adequada é uma das ações necessárias, para evitar que nutrientes alcancem os ambientes aquático e com isso se tornem cada vez mais eutrofizados. Ao mesmo tempo, tratar esgoto de forma adequada também auxilia na conservação da qualidade de água dos lençóis freáticos, tão importantes para o consumo humano. Ações mitigadoras deste tipo de impacto são sentidas também na saúde pública. Fossas ecológicas do tipo TEWetland que geram água para reuso são adequadas para mitigar esse impacto. Por outro lado, recuperar rios já degradados também é necessário, para que os mesmos possam fornecer os serviços ecossistêmicos essenciais ao ser humano, como a própria água, a pesca, e garantir praias com melhor qualidade e balneares na maior parte do ano. Sistemas de biorremediação com a promoção do crescimento do biofilme, com métodos desenvolvidos pelo Laboratório de Ecologia Aquática da UFPB são formas eficazes e de baixo custo, que podem ser aplicadas em qualquer ambiente aquático. Assim, esta pesquisa visa levar o conhecimento destas biotecnologias para estudantes e comunidades no município do Conde, para que possam aprender, aplicar e disseminar estas técnicas, contribuindo para aumentar a sustentabilidade local. Além disso, com o biofertilizante gerado pelas fossas ecológicas será possível implantar quintais produtivos nas residências, aumentando a segurança alimentar. O método utilizado será pesquisa-ação, juntamente com a extensão. O projeto tem 3 etapas, a primeira será a sensibilização para o problema da escassez de água e a necessidade da população ser proativa, com os alunos das escolas de Gurugy, a segunda incentivar a população a construir fossas ecológicas, a terceira a construção e implantação de sistemas de biorremediação no Rio Gurugy e a quarta o monitoramento da qualidade de água do rio, para avaliar a eficácia do biotratamento.
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