Projeto de extensão, UFPB
Novos Tambores: Luteria Feminina E O Empoderamento De Mulheres-Brincantes E Mestras Das Culturas Populares
Descrição
O projeto Novos Tambores: Luteria Feminina e o Empoderamento de Mulheres-Brincantes e Mestras das Culturas Populares propõe desenvolver uma ação extensionista voltada à valorização dos saberes tradicionais relacionados à confecção, manutenção e afinação de instrumentos percussivos de matriz afro-brasileira, articulando formação acadêmica, educação patrimonial, equidade de gênero e fortalecimento das culturas populares da Paraíba. Fundamentado na extensão universitária dialógica, na pesquisa-ação e na Pedagogia Griô, o projeto compreende a luteria artesanal e tradicional como uma tecnologia social de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e de fortalecimento do protagonismo feminino em ofícios historicamente ocupados por homens. A ação será desenvolvida pela Universidade Federal da Paraíba, por meio do Núcleo de Extensão DICA – Diversidade, Cultura e Educação, em parceria com o Ponto de Cultura Maracastelo, a Luteria Alagbê – Tambor Feito por Mulher, a Comunidade Quilombola Ipiranga (Conde/PB), representada pelo Coco de Roda Novo Quilombo, a Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos (Alagoa Grande/PB), por meio de suas mestras, brincantes e lideranças culturais, além de escolas públicas e grupos de cultura popular parceiros. As atividades compreenderão rodas de diálogo, vivências comunitárias, oficinas de confecção, manutenção e afinação de instrumentos, intercâmbio de saberes entre universidade e comunidades tradicionais, além do funcionamento do Laboratório de Luteria Alagbê como espaço permanente de aprendizagem, experimentação e produção coletiva do conhecimento. O projeto reconhece as mulheres-brincantes, mestras e lideranças comunitárias como produtoras de conhecimento, promovendo sua participação ativa na transmissão dos saberes tradicionais e na formação de estudantes universitários. Espera-se fortalecer redes de cooperação entre pontos de cultura, universidade e comunidades quilombolas, ampliar a autonomia técnica de grupos culturais, contribuir para a formação acadêmica e cidadã dos estudantes envolvidos e consolidar uma metodologia extensionista voltada à salvaguarda do patrimônio cultural, ao protagonismo feminino e à valorização das culturas populares afro-brasileiras.
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