Projeto de extensão, UFPB
Avaliação Físico Química e Microbiológica da Qualidade da Água do Rio do Cabelo em João Pessoa/PB
Descrição
A degradação e a poluição dos rios urbanos são consequências da falta de valorização e da desconexão do ser humano com a natureza, somadas ao crescimento urbano desordenado. A remoção da mata ciliar (que causa a erosão e o assoreamento dos rios), a ocupação de áreas ribeirinhas (tais como várzeas, áreas de inundação e zonas alagadiças), e a modificação dos cursos d’água (como retificação e canalização), são exemplos de degradação dos rios urbanos. Já o lançamento de efluentes contaminados (sejam eles domésticos, industriais, agropecuários ou drenagem pluvial), e o descarte de resíduos sólidos nas margens dos rios, são as causas principais da poluição. A Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), e tem, entre seus objetivos, assegurar à atual e às futuras gerações a disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. O enquadramento dos corpos de água em classes, é um instrumento dessa política, e visa especificar parâmetros de qualidade da água que um corpo hídrico precisa alcançar e manter. Já o diagnóstico da situação atual do recurso hídrico, permite detectar possíveis deteriorações nesta qualidade, bem como detectar práticas de crimes ambientais para indicar as medidas mitigadoras das problemáticas encontradas. Diagnosticar a qualidade da água na bacia hidrográfica do Rio do Cabelo, localizado no município de João Pessoa (PB), avaliar os impactos dessa qualidade na vida da população ribeirinha, na comunidade de pescadores e na praia e piscinas naturais do Seixas, e propor medidas mitigadoras para as problemáticas encontradas, são os objetivos desse projeto de extensão. Este projeto será desenvolvido em parceria com moradores ribeirinhos do Rio do Cabelo (representados pelo Sr. Fernando Justino de Sales), com o movimento esgotei (grupo formado por moradores da capital que denuncia problemas relacionados aos rios urbanos), representado pelo Sr. Marco Túlio, e com a ONG InPact - Instituto de Pesquisa e Ação (que atua na praia do Seixas e tem como missão promover a defesa, preservação e conservação do meio ambiente marinho e terrestre), representada pela bióloga marinha, Karina Massei. Serão obtidos dados secundários referentes a degradação ambiental e a qualidade da água na bacia hidrográfica, junto a órgãos públicos como a SEMAM, SUDEMA, AESA e MPPB; serão realizadas visitas técnicas em toda bacia hidrográfica (da nascente, no bairro Mangabeira, até a foz, entre as praias de Penha e Seixas); será aplicado um Protocolo de Avaliação Rápida (PAR) em cada trecho visitado; serão feitas coletas de amostras de água, ao longo de toda bacia, para análises físico químicas e microbiológicas (inclusive na foz e em pontos localizados na praia do Seixas e nas piscinas naturais); e serão feitas entrevistas e reuniões com moradores ribeirinhos e com comunidades tradicionais da praia do Seixas. Os resultados de qualidade da água serão confrontados com a resolução CONAMA 357/2005, serão calculados os índices de qualidade da água (IQA e IET), será elaborada uma Matriz de Avaliação e Priorização de Riscos Ambientais (para identificação de trechos mais críticos na bacia hidrográfica), e serão propostas medidas mitigadoras para as problemáticas encontradas. Os resultados do projeto de extensão serão amplamente divulgados nas redes sociais, e serão realizadas oficinas nas comunidades (ribeirinhos e pescadores), e, ao final do projeto, os resultados serão apresentados para a Secretaria de Meio Ambiente do município de João Pessoa/PB.
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