Projeto de extensão, UNILA
Labart: Laboratório e Acervo Extensionista de Direção de Arte (2026-2029)
Descrição
O projeto de extensão Labart: Laboratório e Acervo Extensionista de Direção de Arte (2026-2029) representa a consolidação de um percurso iniciado com o projeto Dar a Ver (2015-2019), coordenado pela professora Tainá Xavier, retomado com a criação do LAB&ART em 2024 e ampliado em sua segunda edição em 2025. Esta terceira edição marca um novo momento de maturidade do projeto, resultado da crescente articulação entre ensino, pesquisa e extensão e do fortalecimento do Laboratório e Acervo de Direção de Arte - Labart, recentemente institucionalizado como laboratório de pesquisa vinculado ao Curso de Cinema e Audiovisual da UNILA, também coordenado pela proponente. Esta terceira edição inaugura um novo ciclo de desenvolvimento do Labart, com vigência prevista para o período de 2026 a 2029. Diferentemente das edições anteriores, organizadas em períodos anuais, a presente proposta foi estruturada como um projeto extensionista de caráter contínuo, permitindo o planejamento de ações de médio prazo, a consolidação de metodologias, o fortalecimento das parcerias institucionais e o acompanhamento sistemático dos impactos produzidos junto à comunidade acadêmica e externa. O que se pretende é manter o projeto enquanto um núcleo de estudos, ensino e experimentações de métodos e processos em direção de arte audiovisual, mantendo as 5 frentes principais executadas na versão anterior: 1) constante reflexão teórico-prática-metodológica em temas como estudos experimentais da cor; criação, planejamento, intervenção e/ou construção de cenários; a importância narrativa do traje de cena; os objeto como elementos narrativos e a condição sine qua non do trabalho coletivo; 2) busca por reconhecimento e valorização da Direção de Arte na construção da cinematografia, além de destacar a presença do gênero feminino como protagonista no Brasil deste que é o tripé da visualidade cinematográfica; 3) instrumentalização técnica da carreira profissional em produção/realização no departamento de Direção de Arte e fomento e manutenção de cenários, objetos e figurinos de cena e 4) gerenciamento do Laboratório e Acervo de Direção de Arte – Labart, através da manutenção de seu funcionamento enquanto espaço de acervo de materiais cênicos bem como de aprendizado e experimentações metodológicas em Direção de Arte; 5) divulgação científica do trabalho de ensino/formação/pesquisa/acervo do Laboratório e Acervo de Direção de Arte. Cabe ressaltar que este projeto visa uma atuação de forma totalmente articulada ao espaço físico do Labart - Laboratório e Acervo de Direção de Arte, laboratório de pesquisa coordenado pela proponente, lotado na sala C116 do Jardim Universitário, UNILA. Em 2019, por conta da pandemia da COVID-19, o projeto anterior teve uma pausa, bem como o espaço do Laboratório/Acervo se manteve fechado até setembro de 2022. Com a entrada da proponente como nova professora de Direção de Arte do Curso de Cinema, o espaço voltou então às suas atividades presenciais de empréstimo de itens de arte, tanto para a comunidade unileira como externa, mas tem funcionado graças ao trabalho coletivo realizado entre a docente coordenadora do presente projeto e discentes do Curso de Cinema, sobretudo de forma voluntária. A fim de manter de forma constante a abertura e gerenciamento desse espaço que é o único Acervo de figurinos e objetos de cena da Universidade – e da cidade de Foz do Iguaçu e região - e seguir com sua missão de ampla disponibilização desses mais de 2000 itens (entre roupas, acessórios, adereços, maquiagens e objetos) a fim de atender também a uma demanda local direta da comunidade artística de Foz de Iguaçu e tríplice fronteira e manter de forma constante a abertura e gerenciamento desse espaço à comunidade artística, cultural e educativa externa , justificamos a necessidade de manutenção do projeto e de uma equipe de bolsistas que possa seguir se dedicando tanto à preservação da integridade desses itens como a organização e o atendimento ao público. O mesmo tem se mostrado de extrema importância ao disponibilizar esses itens aos pesquisadores, trabalhadores, estudantes e interessados nas áreas artísticas do cinema, audiovisual, teatro, dança, música, circo e performances, que demandam de material cênico para materializar suas obras artísticas . Destacamos também, além da abertura e disponibilização do espaço para empréstimo de itens, uso das máquinas de costura profissionais, laboratório para testes de figurino e maquiagem e auxílio criativo e metodológico em direção de arte aos visitantes, também a formalização do compartilhamento do conhecimento através de atividades formativas, não apenas para discentes e comunidade interna da UNILA, mas também à comunidade externa, através de oficinas sobre as mais variadas facetas da Direção de Arte (cenografia, figurino, costura, maquiagem). A principal novidade da edição anterior do projeto foi a promoção de uma ação concreta de extensão ao atender diretamente uma comunidade externa organizada: a Setorial do Audiovisual de Foz do Iguaçu, reconhecida como um coletivo que articula realizadores e profissionais do setor audiovisual local. A Setorial constitui um importante ator cultural, com capacidade de interlocução junto às políticas públicas de cultura nas esferas municipal, estadual e federal. Ao estabelecer essa aproximação, o projeto fortaleceu o diálogo entre a universidade e as políticas culturais de base territorial, ampliando sua relevância social, política e formativa. Como desdobramento desse processo, em 2025 foi formalizada a parceria entre o anterior projeto LAB&ART e a Setorial do Audiovisual de Foz do Iguaçu. Para este novo ciclo, com vigência prevista de três anos (2026-2029), além da continuidade dessa parceria, o projeto amplia sua rede de articulação ao firmar novas relações com importantes agentes da comunidade audiovisual e cultural da Tríplice Fronteira: a produtora 3 Margens e o Instituto Cultural 3 Fronteiras. A 3 Margens é uma produtora audiovisual sediada em Foz do Iguaçu que atua no desenvolvimento, produção e difusão de obras audiovisuais, promovendo a integração entre profissionais da região e incentivando a produção cinematográfica local com 3 ações principais: o Festival 3 Margens, o Abril Claquete e na articulação da Film Comission de Foz do Iguaçu. Sua experiência em projetos de criação, formação e circulação de obras representa uma oportunidade de aproximação dos estudantes com o mercado audiovisual e com processos profissionais de realização. Já o Instituto Cultural 3 Fronteiras desenvolve ações voltadas à promoção da cultura, da arte, da educação e da integração entre os territórios que compõem a Tríplice Fronteira. Por meio de projetos culturais, ações formativas e iniciativas de valorização da diversidade cultural, o Instituto contribui para o fortalecimento da produção artística regional e para a ampliação do acesso da comunidade às práticas culturais. A consolidação dessas parcerias visa promover uma abordagem dialógica com a sociedade e atender às demandas do setor no que tange principalmente à direção de arte (conhecimento e acesso a itens cenográficos) de forma mais assertiva e em construção colaborativa. Esse atendimento estabelece diálogo horizontal e parceria entre a universidade e agentes culturais da cidade, como previsto nos princípios das Políticas de extensão da UNILA de interação dialógica e de fortalecimento da Cultura Regional. As frentes que envolvem teoria, prática e métodos em Direção de Arte audiovisual funcionam tanto como apoio a disciplinas de Cinema e Audiovisual, incluindo execução de TCC´s, quanto investimento em capacitação técnica da carreira profissional em produção/realização no departamento de Direção de Arte e experimentos metodológicos para o fomento e manutenção de cenários, objetos e figurinos de cena. Para tanto, foram desenvolvidas atividades formativas, não apenas para discentes e comunidade interna da UNILA, mas também à comunidade externa. Pretende-se, nesse novo ciclo do projeto, ofertar novamente os minucursos 1) de costura, para garantir o uso das 6 máquinas de costura profissionais presentes no espaço do Laboratório/Acervo, 2) de conscientização do público interno e externo acerca da importância do Acervo e da consequente necessidade de cuidados de conservação com os materiais ali abrigados e 3) de make e caracterização para audiovisual, com a finalidade de suprir uma demanda específica do setor de Direção de Arte ainda pouco explorada em disciplinas mais gerais. Objetiva-se que o público participante das oficinas seja novamente composto tanto por pessoas da área audiovisual, docentes, discentes, técnicos, quanto por membros da comunidade externa também relacionados a outras artes, como grupos teatrais e de dança. O objetivo é nos concentrarmos no tema da Direção de Arte enquanto ferramenta narrativa no cinema, voltada tanto para a importância da criação do espaço cênico quanto para a caracterização de personagens, visando destacar a importância da Direção de Arte como elemento que constrói a visualidade das narrativas audiovisuais, bem como desvelar diferentes processos e metodologias deste departamento no contexto Latino-Americano. Isso faz extremamente necessário, visto que o campo da Direção de Arte não possui no mercado o mesmo prestígio e espaço que outras áreas do cinema e audiovisual, como roteiro, direção, direção de fotografia e montagem. Em partes podemos remontar essa certa invisibilidade à própria história da práxis do cinema. Essa função surgiu nos EUA apenas em 1939 com o filme “E o vento levou”, quando o produtor executivo entendeu que o trabalho de William Cameron Menzies foi maior do que conceber os espaços cenográficos e englobava um olhar estético amplo ao projeto. No Brasil, o termo Direção de Arte surge pela primeira vez 46 anos depois, no filme “O beijo da mulher Aranha”, de Hector Babenco, assinada por Clovis Bueno, mas é apenas em 1995, com “Carlota Joaquina – Princesa do Brazil” de Carla Camurati, que se inicia um novo ciclo na Direção de Arte brasileira, pois, considerando o trabalho realizado por Tadeu Burgos e Emília Duncan, passou-se a discutir, também teoricamente, o papel da Direção de Arte, como participante crucial na construção da visualidade dos filmes e como, por meio de seus instrumentos de trabalho, pode atribuir sentidos e materializar metáforas no audiovisual. Importante destacar também que alguns cursos de graduação de Cinema no Brasil sequer têm essa disciplina em sua grade curricular, enquanto outros a ofertam apenas em suas disciplinas complementares. Essa falta de referências teóricas, conceituais, metodológicas e sobre o mercado de trabalho em Direção de Arte acaba criando um vácuo de aprendizado sobre o tema, e isso impacta diretamente no mercado de trabalho e nas formas com que este departamento é tratado em algumas produções e por alguns festivais. Assim, pretendemos também através desse projeto de extensão, seguir ressoando as reflexões que vêm sendo realizadas de forma coletiva no BRADA – Coletivo de diretoras de ate do Brasil, do qual a proponente faz parte. Os dados apontados pelo coletivo reforçam ser urgente a revisão de parâmetros curatoriais dos festivais e premiações, que muitas vezes se abstém do prêmio à melhor Direção de Arte e outras áreas que dizem respeito ao departamento, como figurino e maquiagem, além de uma constante vigilância em festivais e sites que repetidas vezes não creditam a área da Direção de Arte quando divulgam alguns projetos. É importante também destacar que há desequilíbrio nas formas de contratação, remuneração e creditação praticadas, além da falta de espaços qualificados para Direção de Arte nas grades de ensino de instituições dedicadas ao audiovisual. Outro ponto importante que segue sendo foco do Labart diz respeito a questões de gênero no setor produtivo do audiovisual: esta indústria está entre aquelas com menor paridade de gênero e cor no mundo. A pesquisa A cara do cinema nacional: perfil de gênero e cor dos atores , diretores e roteiristas dos filmes brasileiros (2002-2012) apontou que as direções de cinema ficam por conta de apenas 13% das mulheres brancas e os roteiros, com 26% das mulheres brancas. O cenário desigual permanece mesmo 10 anos depois: a pesquisa mais recente da Ancine sobre diversidade de gênero e raça no mercado audiovisual aponta que 75,4% das direções são masculinas e apenas 19,7% são femininas. Os dados demonstram também o domínio de homens brancos não apenas na direção, mas nas principais funções de liderança, o que evidencia que as histórias exibidas nas telas do país, produzidas por brasileiros, têm sido contadas majoritariamente do ponto de vista dos homens: 68% deles assinam o roteiro dos filmes de ficção, 63,6% documentários, e 100% das animações brasileiras de 2016. Não concidentemente, as áreas que possuem mais mulheres do que homens atuando são a produção e a direção de arte, entendidas socialmente como de domínio feminino, sendo mais próximas ao cuidado e a elementos estéticos. Também não por acaso, com menor prestígio dentre as demais. Apesar de maioria entre os profissionais, a participação feminina na Direção de Arte não se reflete em projetos com maior visibilidade e orçamento, ainda em grande parte liderados por homens cis brancos, bem como não se reflete nas contratações, remunerações, premiações e valorização profissional. Nesse contexto, a consolidação e a continuidade do agora Labart, assumem papel estratégico não apenas para o fortalecimento da Direção de Arte como campo de conhecimento, pesquisa, ensino e atuação profissional, mas também como uma ação concreta de enfrentamento às desigualdades de gênero presentes no setor audiovisual. Ao promover formação especializada, visibilidade à produção de mulheres e dissidências de gênero, difusão científica, fortalecimento de redes profissionais e ampliação do acesso a recursos e oportunidades, o projeto contribui para o reconhecimento da Direção de Arte como um dos pilares da construção da visualidade cinematográfica e para a construção de um campo audiovisual mais diverso, equitativo e representativo. Realizamos na edição anterior do projeto um produto extensionista chamado Silver Fever , que realizou 2 produtos físicos através do editorial de mesmo nome: uma exposição fotográfica e um making of audiovisual realizado com itens do Laboratório e Acervo de Direção de Arte, (re)criando arte, figurinos e objetos cenográficos a partir da reutilização de produtos avariados e reciclados. A temática, presente no material visual em fotografias, foi reforçada através de um making of em que as executoras do projeto (mais de 25 discentes mulheres e da comunidade LGBTQIAP+ do curso de Cinema e Audiovisual) desvelam os processos de concepção, pesquisa, criação e execução da Direção de Arte do projeto, focando 1) em compartilhar seus processos teórico-prático metodológicos na concepção de figurinos, cenários, objetos, adereços e caracterização, 2) em demonstrar a importância da Direção de Arte enquanto ferramenta narrativa e 3) em destacar a necessidade da manutenção do funcionamento do Laboratório e Acervo de Direção de Arte não apenas enquanto espaço físico que abriga um grande acervo de recursos e materiais cênicos mas principalmente como núcleo de aprendizado e experimentações metodológicas em Direção de Arte. O produto possui caráter simultaneamente informativo, educativo e extensionista. Informativo, ao ampliar a visibilidade do Laboratório e Acervo de Direção de Arte, atualmente também consolidado como laboratório institucional de pesquisa, tornando públicas suas ações, seu acervo, suas metodologias e sua contribuição para o ensino, a pesquisa e a produção audiovisual. Educativo, por constituir um material audiovisual didático que apresenta, de forma acessível e fundamentada, as especificidades técnicas, teóricas, práticas e metodológicas da Direção de Arte a partir de uma experiência concreta, favorecendo a formação não apenas de estudantes do Curso de Cinema e Audiovisual, mas também de discentes de outras áreas, profissionais da cultura, artistas, produtores e demais interessados que demandem conhecimentos relacionados à Direção de Arte. Sobretudo, trata-se de um produto extensionista, concebido para democratizar o acesso ao conhecimento produzido na universidade e fortalecer o diálogo entre academia e sociedade. Neste novo ciclo do projeto, pretendemos ampliar significativamente sua circulação, disponibilizando-o em plataformas digitais, promovendo sua utilização em ações formativas, oficinas, mostras e atividades desenvolvidas em parceria com instituições culturais e educacionais, de modo a alcançar públicos para além dos muros da UNILA e contribuir para a qualificação de trabalhadores da cultura, coletivos artísticos, produções audiovisuais e demais interessados na área de Direção de Arte. Outra forma de divulgar e aproximar a comunidade do projeto será através da Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNILA e da Mostra de Cursos de Graduação do triênio 2026-2029. Nesta ocasião, a equipe do projeto utilizará, como já vem fazendo desde 2022, os itens do Laboratório/Acervo para criar um estande interativo e dinâmico que envolva os alunos das mais de 25 escolas que frequentarem as edições do evento. Além disso, o Laboratório/Acervo estará aberto para visitas guiadas e construção de cenários interativos e gravação de cenas pelos alunos das escolas, com supervisão do/a bolsista do projeto e da equipe voluntária. Na ocasião também serão levantadas, por meio de preenchimento de um formulário em desenvolvimento, informações que subsidiarão o desenho, tanto das novas oficinas de costura e make e caracterização como o levantamento de outras demandas que possam vir a ser atendidas em ações futuras. Cabe ressaltar a importância que essa ação vem resultando nos 3 anos em que foi executada (com mais sucesso no ano que contamos com bolsista graças ao projeto de extensão): no ano de 2025, o aumento de discentes calouros do curso de Cinema e Audiovisual de Foz do Iguaçu aumentou consideravelmente, e boa parte destes relatou ter tido conhecimento do curso e despertado seu interesse no Cinema enquanto possibilidade de carreira graças às ações descritas acima durante a Mostra dos Cursos de 2024. A 5ª frente do projeto diz respeito à manutenção do Instagram do Labart, com a finalidade de ampliar a publicização não apenas da existência do espaço, mas de suas regras de funcionamento, formas de acesso, horários de funcionamento, exposição de catálogo de itens disponíveis, indicação de filmes e livros voltados para a Direção de Arte, compartilhamento de conceitos básicos em Direção de Arte, métodos e documentos específicos para Direção de Arte, dicas de produção de arte com baixo orçamento e exibição de trabalhos realizados com itens do acervo, funcionando também como uma vitrine, portfólio e ampliação de uma rede de pessoas e grupos que se dedicam a esta área em Foz do Iguaçu e região. A divulgação científica nas redes sociais desempenhou um papel crucial no último ciclo do projeto e favoreceu o desenvolvimento de oportunidades quanto à divulgação de ações de informação voltadas à democratização do conhecimento acadêmico/técnico no meio social. No último ano, graças à atuação de uma bolsista dedicada especificamente às ações de comunicação e divulgação científica do projeto, conseguimos manter o perfil @labart.unila constantemente atualizado, diversificando os formatos de conteúdo por meio de stories, publicações no feed, vídeos curtos e materiais educativos. Essa atuação permitiu ampliar significativamente a visibilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelo Labart, compartilhando processos metodológicos em Direção de Arte, práticas de confecção de figurinos, cenários, objetos e adereços, além de divulgar o funcionamento do Laboratório e Acervo e as possibilidades de acesso ao espaço pela comunidade. Entendemos que fortalecer essa frente de atuação é fundamental para ampliar o acesso da sociedade à produção técnica, metodológica, artística e científica desenvolvida coletivamente por docentes, discentes e parceiros do Curso de Cinema e Audiovisual da UNILA. Mais do que divulgar atividades, as redes sociais têm se consolidado como uma importante ferramenta extensionista de democratização do conhecimento, aproximando a universidade da comunidade, fomentando a formação continuada de profissionais da cultura e incentivando o intercâmbio de saberes. Com essa iniciativa, fortalecemos não apenas a legitimidade do Laboratório e Acervo de Direção de Arte junto à comunidade científica, à UNILA, aos órgãos de fomento e ao setor cultural da tríplice fronteira, mas também sua inserção como referência regional na formação, pesquisa, preservação de acervos e apoio às produções audiovisuais. Pretendemos, assim incentivar a participação de discentes de graduação no desenvolvimento de atividades de extensão universitária e promover, por meio da extensão, a aproximação desses discentes com atividades científicas especificamente na área prioritária da Educação & Sociedade; em aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação no Paraná (NAPIs) que vêm sendo fomentados pela Fundação Araucária uma das áreas prioritárias e/ou transversais identificadas pelo Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia do Paraná (CCT/PR).
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