Projeto de extensão, UNILA
O museu na escola, a escola no museu: culturas alimentares, comunidades e territórios
Descrição
Este projeto de extensão, de caráter multicêntrico, propõe estabelecer trocas de saberes entre a universidade e as comunidades escolares de Foz do Iguaçu. Por meio de seus colaboradores externos alcança, ainda, as comunidades escolares de outras cidades do país e da América do Sul. Seu foco está nas culturas alimentares e na valorização dos objetos, utensílios e receitas culinárias tradicionais por meio do protagonismo estudantil. A iniciativa está ancorada nos marcos epistemológicos da educação popular freireana e da museologia de participação social, sendo a cozinha doméstica e o território espaços de exploração e (auto)descobertas para a produção de artefatos culturais que comporão um dos eixos do Museu Virtual de mesmo título desta proposta. O propósito é fortalecer atividades na perspectiva humanista, permitindo aos envolvidos o desenvolvimento de habilidades para a comunicação polifônica e para o pensamento crítico e criativo quando passam a valorizar a tradição alimentar e legitimá-la no âmbito do patrimônio material e imaterial, atuando o projeto como um agente de chancela social. A metodologia envolve uma exploração etnográfica da cozinha do cotidiano por parte dos estudantes (dos 4º 5º anos do Ensino Fundamental I) mediante o uso de Inventário Participativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), adaptado às faixas etárias, retirando desse espaço doméstico a invisibilidade e a desvalorização para elevá-lo à condição de documento histórico, além de um mapeamento pela metodologia da cartografia social de desertos, pântanos e oásis alimentares no território sob a ótica da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Como resultados, espera-se um acervo de memórias locais a partir dos artefatos culturais (fotografias, pinturas, sons, textos entre outros) produzidos no âmbito da escola e a formação de sujeitos empoderados, críticos e históricos. A ação terá seus resultados apresentados no VIII SIEPE (2026) reafirmando o papel do museu como tecnologia social conectando saberes e fazeres acadêmicos aos domínios, às vivências, às riquezas e aos legados culturais do território.
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