Projeto de extensão, UFRN
Por uma estética político-educativa para a Comunicação Social VII
Descrição
O presente projeto de extensão que conta com professores não apenas da UFRN, mas também da Argentina e do Uruguai, assim como uma docente vinculada à Secretaria Municipal de Educação de Natal, visa articular a cada semestre uma mostra audiovisual ou exposição fotográfica, dependendo do interesse de cada turma, na qual os alunos das disciplinas de “Comunicação e Artes Visuais” e de “Comunicação Política” possam expressar independentemente do suporte informacional, sua leitura acerca de um tema contemporâneo previamente sugestionado pelo professor de tais disciplinas. A premissa básica deste projeto de extensão é mostrar que a arte politicamente engajada reflete a interface entre os campos da Comunicação Social, da Política e das Artes Visuais. Assim sendo, busca-se evitar neste projeto a tradicional fetichização dos suportes e meios tecnológicos de comunicação e informação ao priorizar as possibilidades estéticas, políticas e educativas das artes visuais. Notadamente o cinema e a fotografia. Desta forma, procuramos contrariar a concepção hegemônica e corrente da experiência estética enquanto entretenimento. É preciso compreender que há uma longa tradição dialeticamente construída entre os meios de comunicação social, as artes visuais e a práxis política. O cinema político, por exemplo, têm nos mostrado ao longo do tempo como sendo uma área privilegiada na qual tal relação se mostra mais fecunda. Pois, além de expressão estética, ele também pode, enquanto práxis, se fazer presente enquanto meio de intervenção social e político com vistas à emancipação humana. Na América Latina o cinema político e a fotografia que se dedica a temas sociais, tais como as obras do brasileiro Sebastião Salgado, tem nos mostrado ao longo do tempo como sendo áreas privilegiadas através das quais refletimos e denunciamos as desigualdades sociais mazelas políticas fortemente presentes em nosso continente. É, pois, neste sentido, que se faz necessário iniciar um efetivo processo de alfabetização visual e audiovisual, através do qual nossos jovens possam refletir não apenas sobre o aspecto “novidadeiro” dos suportes tecnológicos, mas sim que o cinema e a fotografia também podem ser instrumentos de compreensão e intervenção social. Pois, a não formação crítica, leva a se confundir arte com entretenimento e quando em contato com obras mais elaboradas, considera-se a obra “enfadonha” e assim há uma significativa perda do que aquele momento de fruição estética tem a oferecer. Tanto a mostra audiovisual ou exposição fotográfica tem na exibição pública seu ponto de culminância.
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.