Projeto de extensão, UFRN
Meu corpo fala, mas será que eu entendo?
Descrição
A população jovem brasileira foi alvo de iniciativas do Governo Federal que oferecem informações sobre a fisiologia da reprodução e a sexualidade. Hoje, esse tipo de discussão precisa ser prioritária, já que os índices das ISTS, sífilis e AIDS, como também de gravidez na adolescência tem aumentado significativamente nessa população nos últimos anos. Uma grande parcela dos jovens se mantém desinformada, não varoliza a informação recebida por canais disponíveis ou busca informação em ambientes inseguros, sobre os aspectos básicos do funcionamento do seu corpo, como a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor; a produção de hormônios sexuais na adolescência; os reguladores fisiológicos das mudanças físicas e comportamentais de meninos e meninas na gestação, infância, puberdade e idade adulta; as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns entre os jovens, seus tipos, a prevalência, a transmissão e a prevenção e, o risco para a saúde e o convívio social derivados do uso de drogas, como os anabolizantes, o álcool, entre outros; o papel da mulher na sociedade; a família; a violência sexual e de gênero; a pobreza menstrual, entre outros temas relevantes para qualquer sociedade e para a construção da cidadania. Essa discussão pode ser feita por programas de educação sexual desenvolvidos nas escolas e em outros ambientes não formais de ensino. Nesse sentido, a participação de professores e profissionais advindos das Universidades que possuem embasamento teórico-científico nessas áreas são essenciais para sua condução. Dessa forma, a discussão sobre educação sexual deve fazer parte do processo educativo voltado para construção de uma consciência coletiva de questões relaciona das à sexualidade e a reprodução. A importância dessas iniciativas é verificada pela quase ausência de oferta de informações sobre saúde sexual e reprodutiva no ambiente familiar, por sua inadequação ou pelo despreparo dos responsáveis que poderiam fornece-las. O conhecimento das mudanças psicológicas e fisiológicas inerentes à adolescência pode gerar hábitos saudáveis e uma maior responsabilidade com a própria saúde e da comunidade. Nessa perspectiva, a desinformação é dita como causa de problemas recorrentes como a gravidez na adolescência, o aborto e as ISTs. Portanto, uma alternativa que pode minimizar as consequências sociais e políticas dessa prática é estimular as potencialidades da educação preventiva nas escolas públicas e privadas, CREAS, Institutos Federais, SESI, ONG permitindo a discussão de temas polêmicos, que auxiliem no esclarecimento de dúvidas que povoam o imaginário do adolescente e dos adultos.
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