Projeto de extensão, UFRN
PROJETO LEIA: Assistência clínica, educacional e familiar para redução das desigualdades de aprendizagem em crianças, adolescentes e jovens adultos com transtornos do neurodesenvolvimento e vulnerabilidade social
Descrição
Este projeto se trata de uma renovação do LEIA que, há 11 anos atua no cuidado na qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias em vulnerabilidades distintas, dentre estas, os de baixa renda e aqueles com transtornos do neurodesenvolvimento (Dislexia, TDAH, Transtorno do Espectro Autista, Deficiência Intelectual). A boa saúde e bem estar (ODS 3), a educação de qualidade (ODS 4) e a redução das desigualdades (ODS 10) estão nos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), totalmente envolvidas na relação entre a alfabetização de crianças e os problemas de aprendizagem no Brasil, nos aspectos pedagógicos/educacionais e nos transtornos do neurodesenvolvimento, considerando suas condições de saúde. Além disso, este projeto também trata de parcerias e meio da implementação (ODS 17), considerando os aspectos regionais e nacionais de parceria e rede de apoio entre a Universidade e as organizações de sociedade civil (Associação potiguar de Dislexia, Associação Matogrossense de Dislexia, Associação Mães do Brasil, Instituto ABCD, Instituto Edube) no apoio às capacitações para a educação de forma sustentável. A desigualdade social tende a mostrar menores condições de aprendizagem em sala de aula, em função das questões precárias da Educação e da família (Efeito Matheus) ou por condições de saúde que tornam difíceis sua inclusão no espaço da escola. Não se pode negar que, ainda após 6 anos da pandemia da Covid-19, os prejuízos educacionais, sociais e de suporte a estas crianças ainda são drásticos. O LEIA tornou-se um Centro de Referência no atendimento a este público na cidade de Natal e região, onde famílias e escolas são atendidas para encontrar soluções para a aprendizagem dos jovens que enfrentam tamanha precariedade na aprendizagem emocional e na sua autoestima. As últimas avaliações do PISA em 2022 escancarou os baixos desempenhos em leitura, no qual o Brasil obteve uma pontuação média de leitura de 408 pontos, o que está bem abaixo da média da OCDE, que foi de 487 pontos. Além disso, estudantes de famílias mais pobres, de escolas públicas e de áreas mais periféricas têm mais dificuldade para alcançar níveis mais altos de proficiência em leitura, especialmente no Rio Grande do Norte que, no último IDEB, alcançou o 19º pior desempenho para o ensino fundamental I e 23º pior desempenho no ensino fundamental II (atentando-se ao fato de termos 26 estados e o distrito federal). Portanto, a ampliação das ações do LEIA ao longo dos anos foi se dando pela demanda da população e fez com que diversas atividades fossem de fato implementadas em diferentes frentes com diversos objetivos: a) família – orientações em literacia familiar de forma presencial e remota, na qual a possibilidade de familiares de diversas partes do país e da região terem acesso ao conhecimento sobre a importância do estímulo à leitura (desde 2020 esta prática tem sido realizada com pessoas de todo o país, e um membro da Itália, inclusive). Nesta atividade, a parceria com a Associação Potiguar de dislexia do RN (vale lembrar que ela foi criada a partir deste projeto de extensão em 2021), a Associação Mães do Brasil, a Associação Matogrossense de Dislexia, a Universidade Federal de Rondonópolis, o Instituto ABCD e o Instituto Edube fortalecerá o acesso a materiais de apoio, cartilhas de orientação, as trocas de experiências e a luta pela implementação da lei 14.254/2021 a ser concretizada no RN; b) crianças, adolescentes e jovens adultos (novidade em 2026 deste último público) com transtornos do neurodesenvolvimento e/ou vulnerabilidade social – triagem, avaliação e intervenção em fonoaudiologia, neuropsicologia e pedagogia direcionadas para as queixas de dificuldades de aprendizagem. Neste contexto, a rede de atendimento se dará no LEIA (Clínica Escola de Fonoaudiologia e Faculdade de Educação no Campus Caicó), SEPA (Serviço de Atendimento em Psicologia), com atividades presenciais em Natal e Caicó (somente a parte pedagógica), nos quais terão suporte do Instituto Edube com a disponibilização de materiais de alfabetização. Juntamente com o apoio da Discussão em equipe interdisciplinar para conduta e melhor eficácia no atendimento aos jovens e famílias; esta discussão também está diretamente relacionada ao processo de ensino dos estudantes do projeto e das disciplinas envolvidas; c) professores - da mesma forma que ocorrerá com as famílias, as associações citadas, junto ao Instituto Edube, promoverão formação continuada gratuita aos professores de redes públicas de ensino do Rio Grande do Norte, por meio remoto e presencial, sendo que neste último haverá o VII Simpósio do Laboratório LEIA com temáticas na área de alfabetização, transtornos de aprendizagem e estratégias de intervenções. No campus de Caicó, a profa Flávia irá atuar junto aos membros do LEIA na orientação aos professores das escolas da rede públicas da cidade e os membros do LEIA deverão realizar avaliações clínicas em Fonoaudiologia em um período do ano. O público alvo será de mais 150 crianças/adolescentes/jovens adultos entre 6 e 17 anos de idade, priorizando aqueles de escolas públicas advindos do Estado do RN, municípios de Caicó, Natal e região metropolitana, mas também aqueles de escolas privadas caso haja vaga; dos 18 aos 20 anos serão prioritários até 10 estudantes da UFRN encaminhados pela SIA/UFRN (considerando que esta será a primeira vez que atuaremos com este público). Também, todos os familiares dos pacientes assistidos terão grupos focais de acolhimento durante os atendimentos e 50 professores para atuar na formação continuada e orientação sobre seus alunos. O envolvimento dos estudantes de graduação em Fonoaudiologia, Psicologia e Pedagogia ocorrerá na forma de observação dos atendimentos, preparação junto com as coordenadoras das atividades e materiais disponibilizados aos familiares e professores; discussões dos casos em equipe interdisciplinar e atendimento presencial dos diferentes grupos para avaliação e terapia, sob supervisão das coordenadoras do projeto. Também ficam responsáveis pelas elaborações dos relatórios individuais dos pacientes para correção das coordenadoras. Os alunos de pós graduação em Fonoaudiologia (PPGFON UFPB/UFRN/UNCISAL) e Psicologia (PPGPSI) terão o papel de atendimento presencial e de teleconsulta, visto que já são profissionais e tem liberação dos respectivos conselhos e discussões dos casos em equipe interdisciplinar; atendimento presencial de avaliação e terapia junto aos estudantes de graduação e elaborações dos relatórios individuais dos pacientes para correção das coordenadoras. Plano de Divulgação: Como produto deste projeto, cartilhas e e-books serão ampliadas em uma coletânea, conteúdo digital nas redes sociais (média de 80 posts anuais no Instagram @leiaufrn que tem 6189 seguidores atualmente e sempre marca a PROEX, DEPFONO e PPGFON para ampliação do alcance do público alvo), apresentação dos resultados do que é realizado no LEIA em congressos e jornadas científicas, visto a importância da relação extensão-pesquisa, elaboração de artigos científicos de relato de experiência, será publicado o e-book sobre os 10 anos do LEIA a ser submetido na EDURN (foi escrito em 2025). A divulgação técnico-científica também se dará por meio do site www.leia.ccs.ufrn.br (que está sendo reformatado com a STI para ficar mais amigável para a comunidade, com uma aba “LEIA na Comunidade” e canal do youtube LEIA CONSCIÊNCIA) e artigos científicos que atentam a comunidade acadêmica para os problemas de saúde, educacionais e impactos na qualidade de vida dessas crianças e adolescentes, suas famílias e professores. Espera-se, com este projeto, que as crianças, adolescentes e os jovens adultos com problemas de aprendizagem de diferentes etiologias tenham acesso ao diagnóstico interdisciplinar, às terapias fonoaudiológicas e pedagógicas que auxiliarão na inclusão educacional, qualidade de vida na relação com os pais quanto às adequadas orientações e apoio ao professor no conhecimento destes quadros. Assim, as 40 pessoas envolvidas internamente neste projeto se dedicam intensamente e atuam de forma ética e cuidadosa nos problemas de aprendizagem.
Candidatar-se
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