Projeto de extensão, UFRN
CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E DE SAÚDE DA POPULAÇÃO TRANSGÊNERO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Descrição
No Brasil, o preconceito e a discriminação de pessoas transexuais nos serviços de saúde ainda são marcantes, seja como desrespeito ao nome social ou mesmo à identidade de gênero, o que torna a possibilidade da prevenção e do tratamento de certas doenças um desafio. Nesse contexto, se insere o exame preventivo do câncer do colo do útero, conhecido popularmente como Exame de Papanicolau, que pode e deve ser realizado por todas as pessoas com útero, como nos casos de alguns homens transexuais, conhecidos como homens trans e as doenças da próstata que também podem acometer mulheres trans não redesignadas sexualmente. Homens trans e mulheres trans são aqueles que possuem identidade de gênero diferente do que lhe foi atribuído ao nascimento, desempenham papel social “estabelecido” como do gênero a que se identificam e desejam ser reconhecidos e tratados como homens ou mulheres, respectivamente. Porém, nasceram com sistema genital considerado diferente do que se identificam e por isso, se não optarem por uma histerectomia (retirado do útero e/ou seus anexos) ou uma redesignação genital, devem se submeter ao Exame de Papanicolau ou ao exame de próstata. A caracterização sociodemográfica e os dados de saúde desta parcela da população, ainda são escassos e precisam de mais detalhamentos, especialmente para embasar políticas públicas. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa é a caracterização sociodemográfica e dos dados de saúde da população transexual atendida no RN. Esses dados serão coletados por meio da análise dos prontuários desses pacientes nos diversos serviços de saúde que atendem esta população no RN. Nesta pesquisa, serão utilizados os diversos resultados de exames de saúde e os dados socio-demográficos dos pacientes atendidos. Porém, nenhum dado pessoal, que possa identificar os pacientes, será usado ou divulgado neste estudo. Os resultados desta pesquisa poderão subsidiar políticas públicas, futuros projetos, bem como fomentar o debate e a proposta de outras ações que busquem minimizar a baixa procura aos serviços de saúde por esta população, assim como diminuir o preconceito às pessoas transexuais no Brasil.
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