Projeto de extensão, UFRN
O museu na escola, a escola no museu: culturas alimentares, comunidades e territórios.
Descrição
Este projeto de extensão, de caráter multicêntrico, está vinculado ao Grupo de Trabalho 4 (GT4)-“O museu na escola, a escola no museu” da pesquisa “Museu Virtual da Alimentação Latino-Americana”, registrada na Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRN (PID23079-2024), e propõe estabelecer trocas de saberes entre a universidade e as comunidades escolares de Natal, Extremoz e Maxaranguape (RN) focando nas culturas alimentares e na valorização dos objetos, utensílios e receitas culinárias tradicionais através do protagonismo estudantil. A iniciativa está ancorada nos marcos epistemológicos da educação popular freireana e da museologia de participação social, sendo a cozinha doméstica e o território espaços de exploração e (auto)descobertas para a produção de artefatos culturais que comporão um dos eixos do Museu Virtual de mesmo título desta proposta. A ação se insere na política de curricularização da extensão no curso de Nutrição articulando-se, organicamente, aos componentes obrigatórios “Educação Alimentar e Nutricional I”, “Educação Alimentar e Nutricional II” e ao optativo “Tópicos em Educação Alimentar e Nutricional”, além de absorver conteúdos de outros componentes do curso, a saber: “Aspectos socioantropológicos da alimentação” e “Sistemas alimentares sustentáveis para Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional” que dão suporte aos aspectos culturais dos processos do comportamento alimentar. O Laboratório de Educação Alimentar e Nutricional (LEAN) do Departamento de Nutrição serve como palco central para a integração e vivências em pesquisa, ensino e extensão com graduandos, egressos e a comunidade externa. O propósito é fortalecer atividades na perspectiva humanista, permitindo aos envolvidos o desenvolvimento de habilidades para a comunicação polifônica e para o pensamento crítico e criativo quando passam a valorizar a tradição alimentar e legitimá-la no âmbito do patrimônio material e imaterial, atuando o projeto como um agente de chancela social. A metodologia envolve uma exploração etnográfica da cozinha do cotidiano por parte dos estudantes (de 5º ano do Ensino Fundamental I ao 3º ano do Ensino Médio) mediante o uso de Inventário Participativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), adaptado às faixas etárias, retirando desse espaço doméstico a invisibilidade e a desvalorização para elevá-lo à condição de documento histórico, além de um mapeamento pela metodologia da cartografia social de desertos, pântanos e oásis alimentares no território sob a ótica da Soberana e Segurança Alimentar e Nutricional. Como resultados, espera-se um acervo de memórias locais a partir dos artefatos culturais (fotografias, pinturas, sons, textos entre outros) produzidos no âmbito da escola e a formação de sujeitos empoderados, críticos e históricos. A ação terá seus resultados apresentados no XIV SEPE (2026) reafirmando o papel do museu como tecnologia social conectando saberes e fazeres acadêmicos aos domínios, às vivências, às riquezas e aos legados culturais do território.
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