Projeto de extensão, UFRN
MANEJO AGROECOLÓGICO DO SOLO: Estratégia para Transição Agroecológica em Comunidades Urbanas e Periurbanas de Natal e Macaíba.
Descrição
A agricultura convencional baseada, principalmente, nas práticas de calagem, aração profunda, fertilização nitrogenada, aplicação de agrotóxicos e herbicidas tem tratado o solo apenas como suporte físico para as plantas, baseando-se apenas no emprego de pacotes tecnológicos destinados ao manejo cultural no sentido de maximização da produção vegetal, reduzindo drasticamente os teores de matéria orgânica do solo, e assim, a vida microbiana do solo. Assim, a capacidade de produção deste, tem sido cada vez mais dependente dos pacotes tecnológicos da referida agricultura. Esse modelo convencional de agricultura tem apresentado vários efeitos ambientais negativos: 2 milhões de ha de solos potencialmente agricultáveis no mundo já foram degradados, degradação química, desmatamento continuado, redução dos padrões de diversidade pré-existentes e contaminação química dos recursos naturais. A “agricultura moderna é insustentável” não sendo capaz de produzir alimento suficiente para a população global, em longo prazo, em virtude da redução do potencial produtivo dos solos. A “Agroecologia é uma ciência que fornece os princípios ecológicos básicos para estudar, desenhar e manejar agroecossistemas produtivos, que conservem os recursos naturais, que sejam culturalmente apropriados, socialmente justos e economicamente viáveis”. Os agroecossistemas, que têm como base a agroecologia, contribuindo para os sistemas alimentares sejam realmente sustentáveis. Para se alcançar essa manutenção e melhoria da fertilidade do solo é fundamental a implementação do Manejo Agroecológico do Solo. Este manejo está fundamentada na manutenção e no aumento da matéria orgânica do solo, priorizando: os sistemas agroflorestais, os adubos verdes e as plantas condicionadoras, as sucessões, rotações, consórcios, compostagem e o uso equilibrado de fertilizantes orgânicos e organominerais, todos esses usos e manejos fazem parte do manejo agroecológico do solo, bem como da Agricultura Orgânica, fundamental para a sustentabilidade dos sistemas agroecológicos de produção. Outro aspecto importante refere-se à gestão de resíduos pode reduzir milhares de toneladas de lixo enviados para os lixões e ou aterros sanitários, atenuando a poluição da água e do solo, efeito estufa, servindo como um exemplo para inspirar o pensamento ambiental consciente por parte da sociedade. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), campus de Macaíba, o Grupo de Estudos em Solos (GESOLO) implantou um Setor de Compostagem (2012) que atualmente é responsável pelo processo de compostagem de parte dos resíduos orgânicos da EAJ. Vale ressaltar, que a referida gestão tem contribuído para produção de fertilizante orgânico, sendo uma forma de reciclagem dos resíduos orgânicos para auxilar na produção de alimentos de forma sustentável. Portanto, o presente projeto tem como objetivo manter e ampliar a gestão de resíduos orgânicos no setor de compostagem da EAJ, que contribuirá para implantação de Práticas de Manejo Agroecológico do Solo em comunidade urbana (Hospital Geral João Machado – HGJM, Projeto “Farmácia Viva”) e Periurbana (Agrofloresta Pedagógica do GESOLO e Assentamento Libertação) dos municípios de Natal e Macaíba. Este terá como instituições parceiras: Secretaria de Meio Ambiente de Macaíba (SEMURB/Macaíba), Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), Escola Agrícola de Jundiaí (Restaurante Universitário - RU) e Grupo de Estudos em Solo (GESOLO). A partir dos diferentes tipos de resíduos orgânicos disponibilizados pelas respectivas instituições (SEMURB e RU) será realizado o dimensionamento da área de compostagem, bem como, a montagem, acompanhamento e monitoramento das leiras de compostagem, até a fase final do processo, com a produção de “Fertilizante Orgânico”. A partir do pleno funcionamento do setor de compostagem será realizada uma oficina sobre as principais Práticas de Manejo Agroecológico do Solo com a equipe executora do projeto (alunos bolsistas e voluntários do GESOLO, alunos da disciplina de Agroecologia e Produção Orgânica e Manejo e Conservação do Solo) na Agrofloresta Pedagógica do GESOLO. Após o referido treinamento prático, será realizada uma reunião com a equipe da SESAP, responsável pelo projeto Farmácia Viva, para o planejamento das atividades sobre as Práticas de Manejo Agroecológicas do Solo, que serão implatadas na área externa do Hospital João Machado, na qual serão plantadas as espécies medicinais, em Sistemas Agroflorestais. Serão realizadas visitas técnicas mensais para o acampanhamento da implantação das Práticas de manejo Agroecológicas do Solo no Projeto Farmácia Viva. De forma semelhante será realizada no Assentamento Libertação (Zona Rural de Macaíba) quanto a realização de visitas técnicas para implantação dessas práticas no referido assentamento. Essas visitas técnicas serão realizadas com os alunos de GESOLO, bem como, os alunos das disciplinas de Agroecologia e Produção Orgânica e de Manejo e Conservação do Solo, que serão incluídas como atividades curriculares extencionistas. A partir da implantação inicial da Farmácia Viva será avaliada a viabilidade de ampliação destas práticas agroecológicas em outras comunidades urbanas e periurbanas de Natal e Macaíba e ou em outras unidades Hospitalares que tenham interesse neste tipo de projeto. Os resultados esperados (quantitativos) com a execução deste projeto: ampliar e acompanhar a produção de fertilizante orgânico no setor de compostagem da Escola Agrícola de Jundiaí; produzir mensalmente 2000 kg de composto orgânico a partir dos resíduos orgânicos gerados na UFRN/EAJ, juntamente com aqueles repassados pelas instituições: SEMURB e EAJ (RU); Contribuir para a oferta de cursos e minicursos sobre manejo agroecológico do solo, horticultura agroflorestal a partir do pleno funcionamento da Agrofloresta Pedagógica do GESOLO; Promover o cultivo agroecológico das plantas medicinais por meio das Práticas de Manejo Agroecológico do Solo, implantadas na Farmácia Viva do HGJM e no Assentamento Libertação; Elaborar um capítulo de livro sobre determinado tema relacionado com o referido projeto de extensão; Estruturar duas oficinas: Manejo Agroecológico do Solo e Manejo de Resíduos Orgânicos por meio do Processo de Compostagem, para a equipe de execução do projeto e para a comunidade externa do HGJM, ligado ao projeto “Farmácia Viva” e para as agricultoras do Assentamento Libertação; Elaborar materiais didáticos: uma apostila, folders e cartilhas informativas sobre Manejo de resíduos orgânicos; Apresentar em eventos científicos internos os resultados do projeto, no formato de capítulo ou relato de experiência, em evento sobre Assistência Técnica, Extensão e Desenvolvimento Rural. Espera-se que essas experiências exitosas sobre as principais Práticas de Manejo Agroecológico do Solo, contribuam de forma estratégica para transição agroecológica da agricultura urbana e periurbana, promovendo a produção agroecológica de alimentos saudáveis, de plantas medicinais e de fitoterápicos produzidos na Farmácia Viva do HGJM.
Candidatar-se
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