Projeto de extensão, UFRN
Intervenções multifacetadas nas velhices brasileiras: promoção do autocuidado e educação em saúde da pessoa idosa indigena e quilombola e os impactos na fragilidade física e mental
Descrição
O acelerado envelhecimento populacional no Brasil é marcado por profundas desigualdades e desafios complexos devido à heterogeneidade das "velhices", em especial de pessoas idosas indígenas e quilombolas. Essas desigualdades expõem esse público a uma maior vulnerabilidade a doenças crônicas, fragilidade e dependência funcional. Este cenário sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS), aumenta a demanda por cuidados de longa duração e evidencia lacunas no acesso a políticas de saúde equitativas e culturalmente sensíveis, comprometendo a qualidade de vida e a sustentabilidade do cuidado. Este projeto tem como objetivo analisar os aspectos sociais, de saúde e a vulnerabilidade da população idosa indígena e quilombola, mapeando suas diretrizes, desafios e impactos na promoção da equidade no acesso aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo longitudinal que buscará evidências científicas sobre o perfil de saúde relacionado à vulnerabilidade e as barreiras enfrentadas por essas pessoas idosas, fundamentando e direcionando as intervenções práticas para funcionalidade e saúde mental. Dentre as ações de extensão, serão realizadas oficinas em comunidades e grupos focais, que funcionarão como um campo de aplicação e validação, retroalimentando a pesquisa. Esta indissociabilidade se materializa na vinculação direta de teses e dissertações dos programas de pós-graduação envolvidos (QUALISAÚDE, PPGSCoL e PPGCSA) às atividades no território. O projeto atuará diretamente com pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, seus cuidadores familiares e os profissionais de saúde da Atenção Básica nos cenários de estudo: comunidades indígenas e quilombolas. Como resultados, espera-se fortalecer a rede de pesquisa interdisciplinar e internacional; produzir artigos científicos e formar mestres e doutores; capacitar boa parte dos cuidadores e profissionais de saúde nos territórios; e, como impacto social concreto, reduzir as taxas de internação e frequências ao pronto-socorro por causas relacionadas às situações de vulnerabilidade e fragilidade dessas populações de idosos, promovendo maior autonomia, qualidade de vida e sustentabilidade do cuidado.
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