Projeto de extensão, UFS
LIGA ACADÊMICA DE TOXICOLOGIA DE SERGIPE - LiTox Ano 5
Descrição
Diante da necessidade de aumento do conhecimento a cerca dos temas relacionados a ciência Toxicologia e o maior interesse exposto por alunos do curso de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe em projetos de extensão que agreguem valores significativos, os estudantes em comum acordo propuseram criar a Liga Acadêmica de Toxicologia de Sergipe, denominada como LiTox. A importância da LiTox se justifica não só pela conjuntura atual da sociedade que anseia quebrar paradigmas impostos por diferentes setores da sociedade, mas para que essa sociedade absorva informações que fundamentalmente são relevantes para a construção de um modelo mais justo, aguçando o senso crítico, informando sobre os riscos tóxicos no uso de medicamentos e outros compostos químicos presentes no cotidiano das populações e a (re)educação e consequentemente redução da exposição a estes. A Toxicologia é a área do conhecimento humano voltada a compreender os tóxicos, sua existência, ocorrência, comportamentos, mecanismos de ação, entre outros. Os propósitos para esse esforço humano sobre o conhecimento nas ciências toxicológicas são muitos, e têm se diversificado com o passar do tempo: desde reconhecer o alimento seguro, até praticar a ‘arte’ do envenenamento; desde caracterizar o tóxico de um envenenamento até predizer o grau possível de uma exposição (contato) sem superveniência de risco explícito. É exatamente nesse aspecto, conhecer determinados agentes tóxicos que sob determinadas situações tem a possibilidade de intoxicar, de forma subclínica a fatal. (FUKUSHIMA e AZEVEDO, 2008, p. 3). O interesse para o estudo da toxicologia está pautado nos fatores históricos, modeladores das diferentes sociedades. Muitos exemplos são citados através de fatos da antiguidade relacionados ao conhecimento dos “venenos”, como o Papiro de Ebers, de cerca de 1500 a. C., com seus 800 produtos ativos, o folclórico rei Mitridates, que teria vivido de 120 a 63 a. C., os textos de Dioscórides e sua classificação de venenos, do início da era cristã, Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, autodenominado Paracelso, e as inteligências malignas, e a elegante e cativante Lucrecia Borgia, a misteriosa Toffana e a poderosa Catarina de Médici. (FUKUSHIMA e AZEVEDO, 2008, p. 3). O tema toxicologia está cada vez mais presente na produção de estudos científicos, pois há um número gigantesco de substâncias que estão no mercado consumidor, onde segundo a ABIQUIM existem mais de 23 milhões de substâncias químicas conhecidas, das quais cerca de 200 mil são usadas mundialmente. Estas substâncias são principalmente encontradas como misturas em produtos comerciais. Existem cerca de 1 a 2 milhões de produtos comerciais. O relatório da International Council of Chemical Associations (ICCA), publicado em 2019, mostrou que a indústria química contribuiu com 7% do PIB mundial em 2017, equivalendo a um montante de US$ 5,7 trilhões. No Brasil esses produtos respondam por 34% do faturamento da indústria brasileira, que alcançançou cerca de R$ 217,6 bilhões em 2019 segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM, 2020), Assim temos a inteira convicção que, como público alvo, os discentes do curso de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe e fundadores da Liga Acadêmica de Toxicologia de Sergipe, todos os esforços serão canalizados para a construção de alicerces que balizam os três pilares da graduação: ensino, pesquisa e extensão, fatores norteadores do ensino público e de qualidade.
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