Projeto de extensão, UFS
PROJETO PODE FALAR: QUEBRANDO O SILÊNCIO E ACOLHENDO DE FORMA HUMANIZADA VOZES ABAFADAS DE ADOLESCENTES E JOVENS (3º ano)
Descrição
O Canal Pode Falar, iniciativa do Unicef, iniciou suas atividades em 2021, a partir da identificação do impacto da pandemia de Covid-19 na vida de adolescentes e jovens, especialmente no tocante à saúde mental, compreendida como um aspecto em que se envolve alem da política de saúde outras políticas e atores da sociedade no sentido de acolher e orientar esse segmento da população, principalmente no tocante às demandas que apresentam no seu cotidiano. A realização do Pode Falar, de responsabilidade do Unicef, tem a parceria de instituições/entidades da sociedade civil e de instituições da educação superior em todas as regiões do país (cf. https://www.podefalar.org.br/Parceiros/). A expressividade do Canal Pode Falar possibilitou articulação com outros órgãos, como a Fiocruz/MS e permitiu a realização do Curso de Aperfeiçoamento em Saúde Mental e Atenção Psicossocial de Adolescentes e Jovens, na modalidade a distância, bem como a estruturação em rede das atividades que se ampliaram para além do Canal Pode Falar, sendo criada a Rede Pode Falar. Em Sergipe, a Rede Pode Falar tem a parceria do Instituto Braços e da Universidade Federal de Sergipe, que trabalham cooperativamente para o desenvolvimento das ações da Rede Pode Falar. As atividades iniciaram em 2022 com apoio do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, com a participação de discentes, e acompanhamento/supervisão do Instituto Braços, entre os anos de 2022/2023, e a partir de 2024, por meio do Departamento de Serviço Social, foi cadastrado como projeto de extensão articulado ao Instituto Braços (Santos; Anjos; Santos, 2024, 2025). As atividades do Pode Falar têm como função precípua a ouvida de adolescentes e jovens por meio do chatbot Ariel, com sigilo das pessoas que atendem e das que acionam o Canal. Em dezembro de 2024 havia 169 atendentes no Brasil, vinculadas em maioria aos cursos de educação superior das IES parceiras (ou em cooperação, como a UFS). No caso de Sergipe, foram seis atendentes, sendo cinco vinculadas pela UFS e uma pelo Instituto Braços. Em 2025, apenas três atendentes compuseram a equipe, via edital da PROEX, com quatro horas semanais. Com a realização do II Encontro Nacional da Rede Pode Falar em Sergipe, nas dependências da UFS em outubro/2025, a Rede reestruturou-se em eixos, sendo observado a necessidade de definição de estratégias de manutenção das atividades, com possibilidade de articulação para a sua continuidade. Além de sediar o II Encontro Nacional, Sergipe também participou de produções em eventos nacionais e capítulo de livro sobre a experiência do Pode Falar.
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