Projeto de extensão, UFS
Circuito Musical Sergipano
Descrição
Este projeto teve início em 2020 e visava proporcionar apresentações artísticas no interior de Sergipe. Ele foi adaptado para a versão online durante a pandemia da COVID19. Para 2026, a proposta prevê abarcar dentro do nome Circuito Musical Sergipano inúmeras ações de extensão com atendimento à comunidade externa e participação dos corpos artísticos do Departamento de Música, bem como incentivar a circulação da cultura por todo o estado de Sergipe. Irão acontecer, por exemplo: recitais e concertos didáticos, oficinas, musicalização infantil, masterclass, cursos, palestras e outros eventos voltados para a área musical e áreas afins (por exemplo, saúde do músico, teatro, letras, história, sociologia da música, artes visuais, pedagogia e suas relações com a música), sempre prezando pela interdisciplinaridade. Atendendo sobretudo a várias demandas sociais da comunidade externa, bem como demandas institucionais, o Departamento de Música tem o compromisso de democratizar e popularizar o acesso à arte. Relembremos a fala do então Ministro da Cultura, Giberto Gil (em 2003), na qual defendeu que a arte deve ser vista como artigo de primeira necessidade, segundo ele "deve estar na cesta básica de todo mundo". Além disso, é dever das instituições públicas demonstrar que a arte não é bem supérfluo, mas essencial ao pleno desenvolvimento humano e de uma consciência cidadã e deve estar disponível para todos. A arte é necessária às relações humanas e não um artigo de luxo. As ações extensionistas do DMU acontecerão de modo integrado neste ano, complementando-se. A saber: 1) Coro do DMU: O Coro do DMU surgiu em 2019 (ainda com o nome de Madrigal Sergipano) no Departamento de Música da UFS a partir da disciplina de Canto Coral. A turma que teve ingresso em 2019 possuía muita facilidade com o canto coral, mesmo sem terem tido experiências prévias, e com apenas três meses de ensaios formaram um breve repertório. Iniciaram então uma circulação pelas cidades do interior oferecendo apresentações corais e oficinas de musicalização. Infelizmente, as atividades tiveram que ser interrompidas em 2020 devido à pandemia da COVID19. Após o retorno às atividades presenciais em 2022, os ex-integrantes concordaram em retomar as atividades e também em poucos meses iniciaram apresentações artísticas, circulação por cidades dos interiores e realização de oficinas de musicalização infantil. O Coro do DMU tem o objetivo de trabalhar tanto com repertório mais avançado e semiprofissional, quanto com repertório acessível a alunos iniciantes e pessoas da comunidade externa. Esta vivência integradora possibilita à comunidade elevar seu nível técnico-musical e cultural, por meio do convívio com os discentes da graduação em música, bem como possibilita aos discentes do curso de música um contato maior com a realidade sociocultural que encontrarão quando egressos. Este coro também atende às demandas de apresentações artísticas, oficinas e recitais didáticos para a sociedade. As atividades corais podem ajudar a estabelecer raízes da prática coral em Sergipe, haja vista que, por exemplo, muitas crianças que assistiram nosso coral nunca haviam visto uma apresentação coral. Além disso, é uma proposta interdisciplinar por levar música, educação musical, conhecimentos em história da música e sociologia da música e, ainda, literatura e poesia de forma leve e descontraída. Nas apresentações didáticas, a participação da comunidade externa ocorre por meio perguntas diretas ou de modo tácito durante a fruição artística. O local específico de ensaios do coral será nas dependências do Departamento de Música. As apresentações deverão ocorrer em igrejas, escolas, praças e demais locais públicos do estado de Sergipe. O DMU por meio da criação de corais internos e externos ao departamento, pretende favorecer o hábito da vivência coral no Estado de Sergipe, despertando o talento e a musicalização. 2)Abrigar meu Canto – Corais Comunitários O projeto "Abrigar meu Canto" teve sua primeira edição em 2015 e naquela ocasião o principal objetivo era atender a abrigos de Aracaju, nomeadamente as instituições Casa Santa Zita e Oratório da Bebé. Para 2026, pretende-se ampliar este atendimento a outros tipos de comunidades, por exemplo, ONGs, paróquias, escolas públicas, etc. A proposta consiste em disponibilizar discentes músicos (um regente, um preparador vocal e um instrumentista) para os locais comunitários no intuito de formar alguns corais. Por meio da atividade coral, pretende-se trabalhar interdisciplinarmente musicalização, técnica vocal, formação social e desenvolvimento de repertório para apresentações. A depender do número de discentes envolvidos, podem ser criados, por exemplo, coral integrantes da terceira idade, coral de laringectomizados, coral infantil, dentre outros. Existe uma grande demanda social em Sergipe pelo Canto Coral, a exemplo da solicitação que o DMU recebeu para dar assistência musical à formação de um coral dos participantes laringectomizados totais do GAL-Aracaju (Grupo de Acolhimento) vinculado à Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e que atualmente possui reuniões no HUSE. Este foi o primeiro coral formado dentro da edição 2023 do Projeto Abrigar Meu Canto - Corais Comunitários, que obteve bons frutos e teve continuidade em 2024. 3) Big Band do DMU A iniciativa "Big Band do DMU" visa manter uma big band universitária na Universidade Federal de Sergipe, que foi criada em 2022 pelo DMU. A big band é uma das formações musicais mais associadas ao jazz e à música popular instrumental e consiste em 12 a 25 músicos, incluindo 4 naipes de instrumentos: saxofones, trompetes, trombones e a "cozinha" (guitarra, bateria, baixo ou contrabaixo, e piano). O grupo tem como objetivos principais desenvolver habilidades musicais e técnicas nos estudantes universitários, ampliar o repertório de música para big band, promover apresentações musicais e intercâmbios, e preparar os estudantes para atuar como músicos profissionais. O projeto "Big Band do DMU" será realizado nos campi da Universidade Federal de Sergipe e em diferentes espaços que comportem uma Big Band. Terá uma abordagem presencial, envolvendo discentes e interagindo com a comunidade externa, onde esta poderá até mesmo dançar. Desta forma, os estudantes terão a oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido em sala de aula, e de desenvolver suas habilidades musicais. A metodologia será baseada em ensaios regulares de big band, ministradas por professores especializados, que incluirão tanto aulas teóricas quanto práticas. Além disso, os estudantes participarão de trabalhos de arranjo e improvisação, o que permitirá a aplicação e desenvolvimento de suas habilidades musicais. Em 2025, pretende-se realizar audições para que músicos da comunidade externa participem em conjunto com os discentes do DMU. 4) Orquestra Camerata do DMU A "Camerata do DMU" é uma iniciativa do Departamento de Música da Universidade Federal de Sergipe, que tem como objetivo manter uma pequena orquestra de câmara composta por instrumentos de cordas e sopro que foi criada pelo DMU em 2022. A orquestra terá como objetivo principal executar repertório de orquestra de câmara, com ênfase no repertório barroco e colonial brasileiro, promovendo e divulgando a música destes períodos. Neste particular, a Camerata do DMU se diferencia no seu propósito e razão de ser dos demais projetos musicais da Universidade, por exemplo a Orquestra Sinfônica da UFS, que visa executar um repertório sinfónico de grande porte e com um instrumental mais diversificado. Além disso, a Camerata também oferece aos alunos do departamento de música da UFS a oportunidade de aplicar em prática o conhecimento adquirido durante o curso. Em relação à música colonial brasileira, futuras parcerias poderão ser criadas com musicólogos e centros de pesquisa de música colonial brasileira, com focando a produção musical dos séculos XVIII a XX compostas na região Nordeste, especialmente no estado de Sergipe. Neste sentido, a interdisciplinaridade do projeto, combinando conhecimentos de música com outras áreas de estudo como história, musicologia, arquivologia musical entre outras. Isso amplia o escopo do projeto, tornando-o ainda mais enriquecedor para os estudantes envolvidos. A ideia tem um caráter presencial, permitindo a participação dos discentes e a interação com a comunidade externa, pois seus concertos sempre são didáticos e apresentam os contextos dos compositores e das obras executadas para aproximar a comunidade da música e permitir aos estudantes a oportunidade de se envolver com o público e obter feedback sobre suas apresentações. Os locais de realização do projeto, serão nos diferentes campi da Universidade Federal de Sergipe e em locais que permitam que os estudantes tenham acesso a recursos e infraestrutura adequados para a realização do projeto, como por exemplo igrejas históricas do interior do estado de Sergipe. A música é um elemento importante na formação da identidade cultural de um povo, especialmente a música colonial brasileira, que tem raízes profundas na história e na cultura do país. Além disso, a música produzida neste período na região Nordeste tem uma importância particular na formação da identidade cultural do estado de Sergipe, já que é uma manifestação artística única e distinta que traduz a diversidade cultural da região. A Camerata do DMU busca atender às demandas da sociedade ao valorizar a música colonial brasileira e sergipana, além de proporcionar aos alunos da Universidade Federal de Sergipe a oportunidade de aplicar em prática o conhecimento adquirido durante o curso e colaborar com a preservação da cultura e identidade regional. Ao mesmo tempo, o projeto também pretende promover e divulgar a música erudita, especialmente a barroca, ampliando o conhecimento da sociedade sobre estas manifestações culturais importantes. A Camerata também poderá realizar concertos em conjuntos com os outros projetos de extensão do DMU, como o Coro do DMU. Também podem ser realizadas audições para músicos da comunidade externa que queiram participar como instrumentistas na Camerata. 5) Coletivo Musical do DMU - A principal característica deste coletivo musical é a versatilidade. O coletivo é composto por cerca de 30 músicos (discentes e egressos da Licenciatura em Música da UFS), jovens talentos musicais que irão se arranjar e rearranjar em grupos de dois, três, quatro músicos. Por exemplo, para determinado evento pode se apresentar um duo de violões, ou um trio pé de serra, ou canto e violão, ou duo de clarinetes, etc. Este é um grupo estratégico, tanto para os convites e demandas provenientes da sociedade, tanto para o Departamento de Música que visa, por meio deste projeto acolher todos os tipos de instrumentistas/cantores existentes no curso de Licenciatura. Há instrumentistas, por exemplo, que não se enquadrariam em uma orquestra ou big band e que podem ser facilmente contemplados neste grupo. A missão do Coletivo Musical do DMU é oferecer à sociedade sergipana apresentações culturais versáteis e diversas e com grupos de fácil deslocamento, dado o reduzido número de integrantes. 6) Ópera da UFS A iniciativa Ópera da UFS visa viabilizar apresentações operísticas gratuitas no Estado de Sergipe, dando continuidade a um trabalho que teve início em 2015. Discentes e docentes dos cursos de Música, Teatro e Letras e colaboradores externos podem estar envolvidos na produção e apresentação de modo interdisciplinar. Para o ano de 2026, a depender do nível técnico-musical dos discentes selecionados, alguma dessas três óperas, por exemplo, poderia ser apresentada: La descente d'Orphée aux Enfers - Charpentier, La cambiale di matrimônio - Rossini, Dido e Eneas - Purcell. Caso não seja possível uma montagem completa (com cenário, figurino, etc.), poderão ser executados trechos operísticos em formato de concerto. Além da participação da comunidade acadêmica, as récitas didáticas deverão colaborar para a popularização e preservação do gênero operístico no Estado de Sergipe, haja vista que a grande demanda social, por exemplo, em algumas cidades do estado em que nunca houve uma apresentação deste tipo. Muitas vezes, nunca houve um cantor lírico que tenha se apresentado em certas localidades. É preciso oportunizar a diversidade cultural, incluindo também a ópera, desfazendo o estigma de evento restrito que, por vezes, recai sobre a ópera e sobre o canto lírico (que tem por característica principal a amplificação natural da voz, sem a utilização de aparelhagem de som). A ópera se popularizou rapidamente após o seu surgimento, muitas de suas melodias eram cantaroladas nas ruas. Além disso, o gênero operístico é um dos poucos veículos culturais que abarca ao mesmo tempo música, teatro, literatura, artes visuais, dança e outras linguagens. Resumidamente, o local específico de desenvolvimento das atividades preparatórias será o Departamento de Música. Outros locais serão utilizados nas apresentações (Ex.: Auditório da Did 7, Auditório da Reitoria, Jardim superior da DID7, Teatro Atheneu, Centro Cultual de Aracaju, Auditório da UFS em Laranjeiras, Paróquias do Interior, etc.) 7) Bravi Tutti – Programas de Rádio O "Bravi Tutti" visa estimular tanto a gravação de repertório produzido pelos alunos do curso de Música da Universidade Federal de Sergipe e a veiculação de tal repertório em programas de rádio quanto proporcionar que os discentes aprendam a produzir programas de rádio utilizando-se de gravações pré-existentes. Na primeira versão do Bravi Tutti, devido a uma demanda da Radio UFS, foram desenvolvidos mais de 40 programas de rádio sobre música erudita. Naquela feita, equiparamos o número de programas que falavam sobre compositores e compositoras (estas muitas vezes apagadas da história da música). Também inserimos vários compositores afrodescendentes e de origem latinoamericana. Para 2026, podem ser abordados outros gêneros musicais, populares, por exemplo. O intuito é de produzir um programa de rádio por mês, para complementar e atualizar os que já foram gravados. 8) Escola Extensionista de Música – Canto, Instrumentos, Teoria Musical, Apreciação Musical, Musicalização Infantil. Esta ideia surgiu a partir da identificação de uma demanda social, a saber: a necessidade de aulas de música gratuitas para a comunidade. Várias pessoas procuram reiteradamente o Departamento de Música interessadas em aprender um instrumento musical ou aprender a cantar. Também existe a necessidade de colaborar para a formação de músicos performers no estado de Sergipe. Na Escola Extensionista de Música, discentes do curso de Licenciatura em Música irão ministrar aulas para pessoas da comunidade. O projeto terá interdisciplinaridade entre pedagogia, técnica, performance e saúde do músico. O local específico de realização das aulas serão as salas do Departamento de Música. Pessoas da comunidade externa que estejam aprendendo canto e instrumentos poderão participar dos outros grupos musicais geridos pelo DMU. Em 2023 e 2024, a EEM - Escola Extensionista de Música teve mais de 800 inscritos para as seleções, com mais de 200 alunos da comunidade atendidos.
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