Projeto de extensão, UNB
Agrofloresta na escola: vivências para o amanhã - edição 2026-2027
Descrição
Sistemas Agroflorestais (SAFs) ou agroflorestas são espaços construídos a partir de uma lógica de plantio que considera a estrutura e a organização das florestas naturais para o cultivo de alimentos, promovendo a integração das espécies a partir de um consórcio biodiverso. Na escola, os SAFs têm o potencial de contribuir para a aprendizagem como uma ferramenta pedagógica ativa que gera vivências e habilidades para a vida, envolvendo toda a comunidade escolar (professores, pais, gestores, servidores e estudantes) em práticas coletivas, colaborando com discussões sobre assuntos de alta relevância como a fome, a insegurança alimentar, o uso de agrotóxicos, a produção tradicional de alimentos, além das crises hídrica, climática e ambiental. Assim, a partir da prática de metodologias ativas de aprendizagem, o presente projeto se propõe a construir e incentivar a criação de espaços coletivos voltados à produção de alimentos em SAFs para aprimorar a convivência, a integração e a percepção ambiental da comunidade escolar em escolas do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) do Distrito Federal. Espera-se que a elaboração proposta dos materiais pedagógicos estimule a construção de espaços integrativos dentro de diversas escolas do Distrito Federal e que contribuam com a formação de cidadãos conscientes da relevância da conservação dos ecossistemas que nutrem e que favorecem o bem-estar da população. Sendo assim, já que o ensino em SAF promove a construção colaborativa das comunidades escolar e acadêmica, beneficiando os participantes internos e externos - com ações destinadas à superação de suas próprias carências em caráter abrangente e dialógico, vale destacar que as práticas pedagógicas envolvidas deverão estar embasadas, principalmente, em pedagogias problematizadoras e em metodologias ativas de ensino. Tais aportes metodológicos têm o potencial de promover ciclos de aprendizagens experienciais baseadas em vivências e diálogos associados às práticas de gestão e de manejo da agrofloresta, formando espaços de debate e de partilha de conhecimento (Caixeta; Ribeiro; Leite, 2012). Tem-se aqui, portanto, as bases teóricas que cumprem o estabelecimento de uma comunidade de aprendizagem, que, com a incorporação da universidade, tem o potencial de adquirir um caráter autogerenciável cíclico. Assim, os envolvidos passam a integrar um ciclo virtuoso e transformador: aprendendo a aprender, ensinando a ensinar. Palavras-Chave: Agrofloresta, Ensino, Ambiente
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