Projeto de extensão, UFPA
Marujadas na região bragantina, o corpo negro que dança o tempo: intercâmbio de saberes ancestrais e saúde mental
Descrição
Este projeto tem como eixos a cultura e a saúde, sendo o desdobramento de um conjunto de ações extensionistas realizadas para a salvaguarda das Marujadas na Região Bragantina, que envolveram detentoras/es, docentes e discentes da graduação, da pós-graduação e da educação básica. A iniciativa está se tornando um programa de extensão baseado neste patrimônio cultural do Brasil. As Marujadas de São Benedito no Pará têm registro de ocorrência em Bragança, Quatipuru, Tracuateua, Capanema, Augusto Corrêa, Primavera e Ananindeua, ocorrendo também em homenagem a São Sebastião em municípios como Capanema e Tracuateua. Trata-se de uma importante referência de identidade e cultura, de patrimônio afro-ameríndio, na qual as mulheres têm posição de destaque como capitoa, vice-capitoa, cabeças de linha, juíza da festividade, além das marujas de carteirinha (membras da Irmandade) e marujas de promessa. Nesta versão, o projeto focaliza as mulheres marujas idosas e visa combater o isolamento social, o racismo religioso e o sexismo geracional que atingem essas detentoras das Marujadas na região bragantina, reconhecendo seu protagonismo nos ritos, danças e festividade como um todo, potencializando esse protagonismo como uma tecnologia de acolhimento intergeracional. Através de círculos de escuta e da retomada das danças tradicionais de protagonismo, como o Retumbão e o Chorado, as mestras garantirão a transmissão de saberes e atuarão como mediadoras de saúde mental para universitárias em uma rede de proteção mútua contra as violências institucionais e domésticas.
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